Medida é necessária, avalia especialista

Segundo o especialista, administrar o órgão com o chamado duodécimo implica necessariamente em optar por despesas a serem realizadas

iG Minas Gerais | isabella Lacerda |

O mestre em ciências contábeis e professor do Ibmec Thiago Bernardo Borges avalia que a não aprovação do Orçamento pelo Legislativo atrapalha o planejamento do Ministério Público, gerando uma necessidade de adequação. “Acredito que a estimativa de despesas feitas para 2015 foi superior à de 2014. Como o Orçamento não foi aprovado, as receitas ficam defasadas, e é preciso uma adequação. Nesse caso, a readequação foi feita logo no primeiro mês para evitar mais problemas”, analisa.  

Segundo o especialista, administrar o órgão com o chamado duodécimo implica necessariamente em optar por despesas a serem realizadas. “No caso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a opção parece ter sido por cortar pequenos gastos, em pequenas coisas. A questão da despesa com pessoal, por exemplo, não pode ser mudada. Por isso a opção de mexer no custeio das atividades”, completa Borges, que acredita que essa situação será mantida até um novo Orçamento para 2015 ser votado na Assembleia Legislativa de Minas.

Na visão do cientista político da Ufop Antônio Marcelo Jackson, é saudável coibir gastos exagerados, mas sem que, por trás disso, haja um aumento de outras despesas. “Não tem porque cortar se acabou aumentando benefícios”, avalia o professor. 

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