Crescem protestos contra charge

Cerca de 800 mil pessoas vão às ruas da Chechênia contra nova caricatura de Maomé

iG Minas Gerais |

Multidão irada. A cidade chechena de Grozny, que tem 1,2 milhão de habitantes, reuniu 800 mil nas ruas
DA REPÚBLICA DA CHECHÊNIA
Multidão irada. A cidade chechena de Grozny, que tem 1,2 milhão de habitantes, reuniu 800 mil nas ruas

Grozny, Chechênia. Uma maré humana inundou Grozny nesta segunda para condenar as caricaturas de Maomé, enquanto bandeiras francesas eram queimadas no Afeganistão e franceses eram ameaçados em Gaza, em um novo dia de protestos contra a publicação da nova charge do profeta islâmico pela revista “Charlie Hebdo”, depois de um fim semana marcado pela violência no Níger.

Quase duas semanas após o massacre do semanário satírico, no qual 12 pessoas morreram com tiros disparados por dois irmãos jihadistas franceses, a incompreensão é total no mundo entre aqueles que defendem o direito de um pequeno jornal satirizar a religião e aqueles que denunciam a blasfêmia.

Aos gritos de “Allah Akhbar” (“Alá é grande”), os manifestantes levavam cartazes com corações vermelhos e inscrições em árabe proclamando seu amor pelo profeta Maomé, segundo imagens difundidas pela televisão russa.

As autoridades locais e o governo federal em Moscou falam de 800 mil a 1 milhão de manifestantes reunidos em frente à mesquita de Grozny. A população total da Chechênia é oficialmente de 1,2 milhão de habitantes e a de Grozny, de 220 mil habitantes.

“Por trás do incidente das caricaturas, encontram-se as autoridades e os serviços secretos dos países ocidentais”, acusou o líder checheno Ramzan Kadyrov à multidão.

Duzentos islamitas radicais protestaram em Gaza, onde queimaram uma bandeira francesa e ameaçaram atacar os franceses após a publicação na Charlie Hebdo de uma nova charge do profeta Maomé.

“Franceses, saiam de Gaza ou os degolaremos”, afirmaram ante o Centro Cultural francês de Gaza estes homens, que carregavam a bandeira preta dos jihadistas e usavam túnicas tradicionais e longas barbas.

A embaixada da França em Teerã também foi escolhida como o ponto de encontro de 2.000 manifestantes iranianos que gritavam “Morte à França”.

União Europeia e árabes se unem contra o terrorismo Bruxelas, Bélgica. A União Europeia (UE) quer lançar projetos antiterroristas com a Turquia e os países árabes nas próximas semanas para aprofundar a cooperação na questão, depois dos ataques em Paris, informou nesta segunda a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. “Preparamos projetos específicos para serem lançados nas próximas semanas com alguns países, e aprofundar assim o nível de cooperação antiterrorista”, declarou Mogherini citando países como a Turquia, Egito, Iêmen, Argélia. Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) se reuniram para forjar uma aliança contra o terrorismo que inclua os países muçulmanos depois dos ataques em Paris e das operações antiterroristas no continente.

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