Oscar “branco” repercute mal

Cheryl Boone, presidente da Academia de Cinema de Hollywood, pede mais diversidade

iG Minas Gerais |

Afro. Cheryl Boone é a primeira afro-americana a presidir a Academia do Oscar
Krista Kennell / AFP
Afro. Cheryl Boone é a primeira afro-americana a presidir a Academia do Oscar

A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Cheryl Boone, disse que gostaria de ver mais diversidade racial e de gênero nas indicações ao Oscar, o maior prêmio do cinema mundial, depois que a escolha dos candidatos deste ano foi criticada. Dentre os 20 indicados nas principais categorias de atores, todos são brancos, e não há mulheres nas categorias de melhor roteiro ou direção.

A Academia viu-se em meio a uma polêmica por causa disso, mas Boone disse que estava orgulhosa dos indicados deste ano e que a organização estava fazendo “grandes progressos” em relação à diversidade. Boone é a primeira afro-americana a presidir a Academia, e disse que tem um “compromisso com a busca por diversidade de vozes e opiniões”.

“Nos últimos dois anos, avançamos muito em relação ao passado, nos tornando uma organização mais diversa e inclusiva por meio da admissão de novos membros”, ela afirmou. No entanto, Boone acrescentou que “amaria” ver mais diversidade entre os nominados. Depois que os candidatos deste ano foram indicados, a premiação foi alvo de ironias na internet.

Muitos atentaram para o fato de que tanto a diretora de Ava DuVernay quanto o ator David Oyelowo, do filme “Selma”, ficaram de fora da lista deste ano. O longa trata da luta pelos direitos civis de negros promovida pelo ativista Martin Luther King nos Estados Unidos. No prêmio Critic’s Choice, outro ator de “Selma”, Wendell Pierce, disse que seria “uma grande surpresa” se Oyelowo não fosse indicado depois que as pessoas o vissem no filme.

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