Dinheiro acima de tudo; o resto é paixão e bola rolando

iG Minas Gerais |

Não vejo motivo para tanto alvoroço em torno da ida do Tardelli, do Atlético, para a China, principalmente por causa do momento vivido pelos maiores clubes do futebol brasileiro. Diferentemente dos principais concorrentes do Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul, o Atlético entra no ano novo com o mesmo treinador e quase o mesmo elenco, um dos melhores do ano que passou. Tardelli foi importantíssimo, prestou ótimos serviços ao clube, foi muito bem remunerado para isso e saiu do jeito que quis: endinheirado, com prestígio e portas abertas, além de ter feito um contrato espetacular com os chineses que vai acabar de lhe garantir um ótimo futuro para ele e família. Único pecado na saída Com 30 anos de idade, Tardelli viu o momento certo de acabar de ficar milionário no último grande contrato da vida como jogador de futebol. Vida que segue! Ele só pecou ao usar o seu marketing pessoal invejável, por meio das redes sociais, para jogar a torcida contra a diretoria. Sabia que o Galo estava apertado financeiramente em função do dinheiro retido pelo governo por causa da dívida fiscal e que qualquer proposta de alguns milhões de euros provocaria a sua liberação, apesar do contrato com duração de mais dois anos. E assim foi feito! Sempre assim Faca no peito do recém-empossado presidente Daniel Nepomuceno. Que se contentasse com 6 milhões da moeda europeia oferecidos pelos chineses e fim de papo. Caso não aceitasse, corpo mole, departamento médico e chinelo permanentemente num prejuízo maior ainda técnico, financeiro e moral já que o torcedor, cego pela paixão, sempre fica do lado do “ídolo”. Feito em casa Tecnicamente, Tardelli fará falta até que Levir Culpi consiga encontrar um substituto. A aposta maior neste momento será em Dodô, da base, que além de ter mostrado brilhantismo nos jogos em que foi utilizado, tem o perfil familiar dos craques que o Atlético apresentou ao mundo nos anos 70: humildade, dedicação e vontade de vencer na vida. Feijão sem bicho A contratação do uruguaio De Arrascaeta é a melhor entre todas as do futebol brasileiro até agora. De criatividade impressionante e com 21 anos, é desses que valem a pena investir. Pode dar ótimos resultados técnicos ao Cruzeiro, e um grande retorno financeiro, já que o mercado estará sempre de olho nele.

Competência Além do poderio financeiro em função da venda do Ricardo Goulart, o presidente Gilvan de Pinho Tavares contou com a experiência do Valdir Barbosa, ex-repórter que cobria o clube, hoje gerente de futebol. Enquanto todos pensávamos que ele falava ao vivo na rádio Itatiaia, no sábado, ele estava em Montevidéu, oferecendo euros em vez dos dólares do Inter-RS, que fizeram a diferença na hora do jogador bater o martelo para onde iria.

Belo exemplo O lateral Marcos Rocha anunciou nesta segunda-feira um leilão beneficente. Ele ganhou uma chuteira personalizada do Diego Tardelli, antes de ir embora, e resolveu leiloá-la para os interessados, com a arrecadação destinada a instituições de caridade, inclusive ao Hospital Nossa Senhora das Graças, de Sete Lagoas. O maior lance ficará com a chuteira e quem quiser participar deve enviar um e-mail para promocao@g10assessoria.com com nome, endereço, telefone e o valor que quer pagar pelo prêmio. No dia 28 de janeiro, o próprio jogador irá divulgar o vencedor em suas redes sociais. Logo depois, ele postará fotos da doação das cestas básicas.

Faltou o Vasco Um dos maiores entusiastas do futebol amador que conheço é o Marcelo Salomão (Cabeção), que não presenciou apenas duas das 54 finais da Copa Itatiaia. Uma dessas ausências foi no domingo, no Independência, quando não foi ver a conquista do Brumadinho sobre o Popular. Marcelo torce para o Vasco de Esmeraldas e ficou tão chateado com a eliminação do time que resolveu se ‘internar” no Bar do Sabará, no bairro Santo Antônio, na capital, e acompanhar a final pelo rádio.

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