Em negociação, Marussia suspende leilão de carros

Seriam negociados equipamentos da equipe, os carros usados em 2014 e partes reservas dos modelos

iG Minas Gerais | Folhapress |

A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi
Divulgação/ Facebook
A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi

Apesar de ter fechado as portas no fim do ano passado e de já ter vendido parte de seus bens em dezembro, a empresa que administra a Marussia anunciou nesta segunda-feira (19) que o leilão que seria realizado na quarta-feira (21) para que mais itens fossem vendidos foi suspenso.

A justificativa dada pela empresa FRP Advisory LLP é que a equipe estaria negociando com eventuais compradores para tentar disputar o campeonato deste ano da F-1.

"O leilão que estava marcado para esta quarta-feira para a venda dos bens que ainda restavam da Marussia foi suspenso para permitir que conversas com investidores prossigam", afirmou a empresa responsável pelo time de F-1 desde outubro passado, quando foi colocado sob administração judicial.

No leilão desta semana seriam negociados equipamentos da equipe, os carros usados em 2014 e partes reservas dos modelos.

Caso fossem vendidas, impossibilitariam definitivamente o time de disputar o campeonato que começa em 15 de março, na Austrália.

Uma alteração no regulamento autorizou que as equipes usem os carros de 2014 para disputar o campeonato deste ano, numa tentativa de dar mais chances não apenas à Marussia como também à Caterham, que ainda busca um investidor.

A Marussia não deu nenhum detalhe sobre quem seriam os potenciais compradores que fizeram com que o leilão desta quarta fosse suspenso, sem previsão de nova data para ser realizado.

"Por conta da natureza confidencial das negociações que estão acontecendo, não podemos fornecer nenhuma informação mais detalhada neste momento", afirmou a FRP Advisory LLP.

No leilão realizado no mês passado, apenas itens de escritório e alguns equipamentos da equipe foram vendidos.

A Marussia, que terminou o Mundial de Construtores de 2014 na nona colocação, não disputou as três últimas corridas do campeonato passado depois de ter sido colocada sob administração judicial.

Por conta de sua colocação na temporada passada, o time teria direito a receber cerca de 35 milhões de libras (aproximadamente R$ 140 milhões) da FOM, a empresa que administra a F-1 e detém seus direitos comerciais.

Mas, com uma dívida de 31 milhões de libras (cerca de R$ 123,6 milhões) quando fechou as portas, a equipe só tem direito a receber este montante caso compita no campeonato deste ano.

A Marussia está provisoriamente inscrita no Mundial de 2015 da F-1 com o nome de Manor.

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