Opositores pedem investigação rápida em caso de promotor morto

Ernesto Sanz, senador e pré-candidato à presidência pela União Cívica Radical, partido de oposição, afirmou em uma entrevista a uma rádio que "esse é o acontecimento mais grave desde a volta da democracia

iG Minas Gerais | Folhapress |

Promotor que havia denunciado Kirchner é encontrado morto
AFP PHOTO / TELAM / CLAUDIO FANCHI
Promotor que havia denunciado Kirchner é encontrado morto

Políticos de oposição na Argentina afirmaram que o mais importante para o país é que a investigação sobre a morte do promotor Alberto Nisman, encontrado morto na madrugada desta segunda (19) seja rápida.

Maurício Macri, prefeito da cidade de Buenos Aires e pré-candidato presidencial, afirmou que a solução do crime deve ser um marco, "um antes de um depois".

Ele afirmou que o caso prejudica o país internacionalmente. "A Argentina não pode aparecer nos jornais do mundo com o título 'promotor que denunciou presidente aparece morto'".

Macri convocou uma entrevista coletiva para expor o que pensava sobre o caso. A senadora Gabriela Michetti, que pertence ao mesmo partido de Macri, estava presente e afirmou que a investigação sobre o atentado que aconteceu em 1994, agora, corre risco. Ela também pediu para que a solução sobre a morte de Nisman seja apresentada rapidamente.

Um opositor de um outro partido, Ernesto Sanz, senador e pré-candidato à presidência pela União Cívica Radical, afirmou em uma entrevista a uma rádio que "esse é o acontecimento mais grave desde a volta da democracia".

Ele disse que o contexto é de debilidade institucional e que a investigação deve ser "rápida e certeira, porque isso pode gerar muitas conjecturas na sociedade".

Na última quarta (14), Nisman havia denunciado a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Hector Timerman de acobertar as investigações sobre o atentado de 1994 a um centro de convivência da comunidade judia em Buenos Aires.

A tese do promotor era que o país e o Irã assinaram um entendimento que iria garantir a impunidade dos responsáveis pelo atentado, que seriam iranianos. Em troca disso, a Argentina conseguiria um acordo comercial para trocar produção agrícola por petróleo.

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