Embaixador da Indonésia deve se reunir com Dilma nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira, o Itamaraty deverá reiniciar as conversas com o governo de Joko Widodo, presidente da Indonésia, em busca de uma saída para Rodrigo Muxfeldt Gularte

iG Minas Gerais | da redação |

Indonesian police guard Brazilian Marco Archer Cardoso Moreira (C) with a machine gun during a press conference in Jakarta, 20 August 2003.  Marco, 42, a Brazilian national athlete, was arrested by police on August 16, after Jakarta International Airport custom suspected him for smuggling 13,4 kg cocaine from Brazil.  Meanwhile police are still looking for another Brazilian drug smuggler which arrived at the same time and brought 10kg of cocaine.  AFP PHOTO/Bay ISMOYO
AFP
Indonesian police guard Brazilian Marco Archer Cardoso Moreira (C) with a machine gun during a press conference in Jakarta, 20 August 2003. Marco, 42, a Brazilian national athlete, was arrested by police on August 16, after Jakarta International Airport custom suspected him for smuggling 13,4 kg cocaine from Brazil. Meanwhile police are still looking for another Brazilian drug smuggler which arrived at the same time and brought 10kg of cocaine. AFP PHOTO/Bay ISMOYO

Atendendo ao pedido da presidente Dilma, o embaixador do Brasil na Indonésia, Paulo  Alberto da Silveira Soares,  deve se apresentar ainda nesta segunda-feira (19) no Palácio do Planalto para conversar com Dilma a respeito do caso que acabou na execução do brasileiro Marco Archer, no país asiático.

Nesta segunda-feira, o Itamaraty deverá reiniciar as conversas com o governo de Joko Widodo, presidente da Indonésia, em busca de uma saída para o outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 41 anos, que foi condenado a morte, por tráfico de drogas. A execução deste ainda não está com data marcada, apesar de a imprensa local dizer que ele poderá ser fuzilado em um mês.

Gularte foi preso no aeroporto de Jacarta, em 2004, com seis quilos de cocaína escondidos em meio a pranchas de surfe. O brasileiro perdeu todos os recursos na justiça indonésia, a única forma de evitar o fuzilamento seria um perdão do presidente Widodo, mas o primeiro pedido já foi negado. O presidente argumenta que punições severas ao tráfico de drogas são uma das promessas de campanha dele.

Neste domingo, Archer foi executado, após quase dez anos preso no país do sudeste asiático, outros cinco estrangeiros acusados de tráfico também foram fuzilados, dois nigerianos, um vietnamita, um holandês e um malauiano.

O governo holandês, que repudia a decisão, também convocou seu embaixador na Indonésia para consultas. Os outros três países, que tiveram cidadãos fuzilados, ainda não se manifestaram sobre a ação.