Central Vini ajuda Vôlei Brasil Kirin-SP na função de oposto

Jogador bem deslocado para a saída de rede no último jogo da sua equipe; treinador garante que foi apenas por uma questão de necessidade

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Vini teve papel decisivo para virada no jogo contra São Bernardo
DIVULGAÇÃO - BRASIL KIRIN
Vini teve papel decisivo para virada no jogo contra São Bernardo

O central Vini, do Vôlei Brasil Kirin, fez a torcida se lembrar de Muserskiy, seu companheiro de posição que foi deslocado para a saída de rede, na final dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, sendo grande responsável pela virada no placar, que culminou na medalha de ouro para a Rússia ao vencer o Brasil.

Na última sexta-feira, Vini virou oposto contra o São Bernardo Vôlei, depois que sua equipe perdeu os dois primeiros sets. O técnico Alexandre Stanzioni, vendo as dificuldades que o então titular Baiano tinha, tentou uma ideia que muitos não esperavam. "Foi uma experiência muito bacana, se deixarem jogo como oposto sim", declara Vini, mostrando-se à disposição para atuar em outra função, após contribuir na vitória no tie-break.

Um outro jogador que também passou por esta mudança foi Jardel, experiente central que virou oposto nesta temporada, ao ser contratado pelo Vôlei Canoas-RS.

"É uma situação mais de característica do jogador para realizar esta mudança. Alguns como o Gustavão, outro central do nosso time, não se adaptariam muito bem. É preciso que o atleta seja versátil e ter aptidões como velocidade e técnica para se dar bem. Não é todo central que vai conseguir atuar bem como oposto. O Vini mostrou ter condições, até pela sua experiência dentro de quadra", indica Stanzioni, que tem seus dois principais opostos, Wallace e Michael, fora da temporada, por lesão. A vaga de titular, no momento, é do jovem Baiano, que se viu bem marcado contra o time do ABC paulista. 

Michael, inclusive, jogou toda sua carreira como central, mas chegou ao time de Campinas nesta temporada, para atuar na saída de rede.

"É preciso treinamento e jogos para me adaptar melhor. As ações na saída são totalmente diferentes de um central. Às vezes, a dificuldade dobra", mostra Vini, que garante estar disposto a ajudar como for necessário.

"Vejo uma margem de crescimento grande. Estou animado, como uma criança com um brinquedo novo. Eu quero jogar, não importa em qual posição", afirma. Vini já havia tido uma pequena experiência como oposto, em 2007. "Naquela temporada eu estava na Cimed e comecei o ano como oposto. Mas acabei acertando minha ida para a Espanha e não dei continuidade", lembra.

Apesar do bom desempenho, Stanzioni garante que o momento é de dar força para o jovem Baiano. "Tudo vai voltar ao normal nos próximos jogos. Foi uma questão de necessidade em um momento de instabilidade do nosso time. Temos que dar força e passar confiança ao Baiano", declara Stanzioni, que deve continuar treinando Vini como oposto, para uma nova necessidade, caso ela apareça.