Chanceler australiana considera pena de morte uma aberração

Dois australianos estão no corredor da morte; no último sábado, o brasileiro Marco Archer foi executado, gerando uma crise diplomática entre o Brasil e o governo indonésio

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Indonesian police guard Brazilian Marco Archer Cardoso Moreira (C) with a machine gun during a press conference in Jakarta, 20 August 2003.  Marco, 42, a Brazilian national athlete, was arrested by police on August 16, after Jakarta International Airport custom suspected him for smuggling 13,4 kg cocaine from Brazil.  Meanwhile police are still looking for another Brazilian drug smuggler which arrived at the same time and brought 10kg of cocaine.  AFP PHOTO/Bay ISMOYO
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Indonesian police guard Brazilian Marco Archer Cardoso Moreira (C) with a machine gun during a press conference in Jakarta, 20 August 2003. Marco, 42, a Brazilian national athlete, was arrested by police on August 16, after Jakarta International Airport custom suspected him for smuggling 13,4 kg cocaine from Brazil. Meanwhile police are still looking for another Brazilian drug smuggler which arrived at the same time and brought 10kg of cocaine. AFP PHOTO/Bay ISMOYO

A ministra australiana dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop, classificou nesta segunda-feira (19) a pena de morte de aberração e disse que lutará até o fim pela vida dos dois australianos que estão no corredor da morte, por narcotráfico na Indonésia.

“O governo australiano é contra a pena de morte em todas as instâncias e [isso] tem sido uma posição consistente de todos os governos há muitos anos e, por isso, somos contra uma situação em que cidadãos do país estejam prestes a ser executados”, disse.

Os australianos Myuran Sukumaran e Andrew Chan estão no corredor da morte na Indonésia onde, no sábado (17), foram executados, por fuzilamento, seis condenados por tráfico de droga, entre eles, o carioca Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos. Ele foi o primeiro brasileiro executado por crime no exterior.

A execução do brasileiro criou uma crise diplomática entre o Brasil e a Indonésia. A presidenta Dilma Rousseff – que chegou a fazer um apelo ao presidente indonésio Joko Widodo para que Archer não fosse morto – se disse “consternada” e “indignada” e convocou para consultas o embaixador do Brasil em Jacarta, capital indonésia.

No meio diplomático, a medida representa uma espécie de agravo ao país onde está o embaixador. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a execução causa “uma sombra” na relação entre o Brasil e a Indonésia.

O governo indonésio tem recusado, até o momento, qualquer pedido de clemência aos condenados à morte.

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