Mercado prevê alta de 0,5 ponto percentual na Selic

Taxa básica está em 11,75% ao ano; com o ajuste previsto pelo mercado, ficaria em 12,25% ao ano pelos próximos 45 dias

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Educação, leitura e recreação foram itens que se destacaram pelo ritmo de aumento da inflação na segunda prévia de janeiro segundo a FGV
Arquivo/Agência Brasil
Educação, leitura e recreação foram itens que se destacaram pelo ritmo de aumento da inflação na segunda prévia de janeiro segundo a FGV

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam elevação de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para amanhã (20) e quarta-feira (21). A taxa básica está em 11,75% ao ano. Com o ajuste previsto pelo mercado, ficaria em 12,25% ao ano pelos próximos 45 dias.

Ao fim de 2015, a expectativa do mercado é que a Selic chegue a 12,5% ao ano. Na última reunião de 2014, o Copom intensificou o aperto monetário, com elevação de 0,5 ponto percentual na Selic. No encontro anterior, em outubro, o aumento havia sido de 0,25 ponto percentual.

Apesar da intensificação e das previsões do mercado, o BC sinalizou que pretende ter cautela com os juros. A ata da reunião de dezembro do Copom destaca que “a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação (…) persistam”, mas salienta que “o esforço adicional de política monetária tende a ser implementado com parcimônia”. A reunião do Copom dura dois dias, com anúncio da nova Selic na quarta-feira.

A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. O centro da meta corresponde a 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O BC espera levar a inflação ao centro em 2016.

Quando o Copom  aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Isso gera reflexos nos preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.