Saúde e educação perdem participação no gasto em 2014

O caso da saúde não é diferente. Em 2013, os repasses representaram 4,45% do total de transferências, enquanto, no ano passado, o índice caiu para 4,27%

iG Minas Gerais |

O Brasil precisará de muito mais que uma mudança de slogan para se transformar na “Pátria Educadora”. Basta observar os resultados das transferências de recursos feitas pelo governo federal em 2014, comparando com o ano anterior. O contingente, que inclui a execução de despesas por área a partir da soma dos gastos diretos e transferências de recursos, demonstra que a participação das áreas mais sensíveis da sociedade, como saúde e educação, diminuiu. Isso se dá pelo fato de os gastos com refinanciamento e serviço de dívidas consumirem cada vez mais recursos. Com isso, gastou-se dez vezes mais pagando dívidas do que investindo em educação ou saúde.

Em 2014, de acordo com o Portal da Transparência, foram transferidos R$ 83,6 bilhões na função educação, o que representa apenas 4,10% do total gasto pelo governo federal. No ano anterior, os investimentos, embora numericamente menores (R$ 74,5 bilhões), representavam uma parcela um pouco maior: 4,22%.

O caso da saúde não é diferente. Em 2013, os repasses representaram 4,45% do total de transferências, enquanto, no ano passado, o índice caiu para 4,27%. Foram executados R$ 87,1 bilhões na função ao longo do ano.

Enquanto isso, o serviço da dívida passou a pesar mais e se aproxima de R$ 1 trilhão. Os R$ 911 bilhões gastos no ano passado com o serviço e o refinanciamento das dívidas interna e externa representaram 44,7% do total de transferências do governo federal. Em 2013 a função havia consumido R$ 718 milhões, o que representava 40,7% do total.

Peixe fora d’água Escolhido como novo chefe da Secretaria de Estado de Esportes, o pastor Carlos Henrique (PRB), pelo menos por seu histórico na Assembleia, parece não ser um grande interessado pela área. O novo secretário nunca foi o autor de qualquer tipo de requerimento ou projeto de lei que envolvesse o esporte durante sua legislatura. Além disso, o pastor sequer é membro da comissão permanente de Esporte, Lazer e Juventude da Casa. No entanto, ele assinou, junto com dezenas de outros parlamentares, requerimentos para homenagear Atlético e Cruzeiro pelas conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Carlos Henrique também assinou, com mais 27 deputados, o pedido de abertura de uma CPI para investigar as licitações e o processo de reforma do Mineirão.

Mudança sem pressa Quinze dias depois de ser empossado, o governador Fernando Pimentel (PT) ainda não se mudou para residência oficial, o Palácio das Mangabeiras, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Pimentel e a noiva, Carolina de Oliveira Pereira, que assumiu o comando do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) até agora preferem ficar no apartamento de Pimentel, localizado na Serra. Recentemente, o imóvel foi reformado. Segundo a assessoria do governo de Minas, o palácio já está pronto para receber o petista quando ele desejar. Fernando Pimentel diz aos mais próximos que não tem pressa de se mudar para lá. A casa é um projeto de Oscar Niemeyer e tem jardins de Roberto Burle Marx.

Pestana líder O deputado federal mineiro Marcus Pestana é candidato à liderança do PSDB na Câmara, hoje nas mãos de Antônio Imbassahy (BA). Atualmente, o ex-secretário de Saúde de Minas é vice-líder da legenda na Casa. Diante de um governo que começa em meio às incertezas relacionadas às denúncias de corrupção na Petrobras e sob o risco de novas CPIs e conflitos no Congresso, o cargo certamente renderá bastante visibilidade. A decisão se dará no dia 31 de janeiro, véspera da posse dos deputados para a nova legislatura na Câmara Federal.

PSDB mineiro Enquanto isso, em Minas Gerais há quem garanta que Rodrigo de Castro, e não o pai, será um nome ao comando estadual do partido. A estratégia poderia garantir mais visibilidade a Rodrigo, um dos cotados para disputar a Prefeitura de Belo Horizonte em 2016. Com a escolha de Rodrigo, e não Danilo, mantém se a tradição de ter um deputado federal no comando da legenda. Um integrante do partido, no entanto, duvida que ele tenha sucesso. Ele afirma que Domingos Sávio também está na disputa e atraindo apoiadores. “Há um grupo se movimentando em sua direção”, garante.

R$ 212 mil DEVEM SER GASTOS pela Câmara Municipal de Belo Horizonte só com coffee break para eventos institucionais durante o ano de 2015.

De mudança. O tetracampeão mundial, deputado estadual Bebeto, do Rio de Janeiro, pensa em migrar para o PL, partido que o ministro Gilberto Kassab pretende fundar. Bebeto já foi do PDT e do Solidariedade. As trocas não são surpresa para um ex-atleta que chocou o Brasil ao trocar o Flamengo pelo Vasco, na época em que isso era considerado um absurdo.

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