Redes de fast-food do Brasil investem nos Estados Unidos

Vivenda do Camarão também tem planos para a Europa

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Adaptação.
 Vivenda do Camarão mudou arquitetura e cardápio para agradar o norte-americano
Ronira Fruhstuck
Adaptação. Vivenda do Camarão mudou arquitetura e cardápio para agradar o norte-americano

Na terra do fast-food, brasileiros não se intimidaram e investiram no ramo de alimentação nos Estados Unidos. O setor foi o segundo mais procurado, com 23% das marcas de franquia, conforme dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Entretanto, para agradar ao norte-americano, as franquias precisaram passar por mudanças.  

A primeira adaptação da Vivenda do Camarão na “terra do Tio Sam” foi o idioma. Lá, as unidades se chamam Shrimp House. Só que as mudanças não param por aí. O gerente geral de marketing da empresa, Victor Drummond, conta que houve alterações no projeto de arquitetura das lojas e no cardápio. “As lojas usam elementos e referências mais sofisticados, em função da concorrência e da alta exigência do consumidor norte-americano, mesmo tratando-se de um casual food. As lojas possuem salão, seguindo a proposta da concorrência”, diz.

No caso do cardápio, ele é mais enxuto, já que o norte-americano e mesmo o latino são muito práticos e não gostam de perder tempo.

Drummond conta que o público-alvo nos Estados Unidos é o consumidor misto. “Nossa operação é dividida, temos funcionários brasileiros e norte-americanos, tanto em loja como no escritório, justamente para atender a estes perfis de demanda”, observa o gerente.

As lojas operam no país desde o fim de 2013. Todas as seis unidades nos Estados Unidos são próprias. “A diferença de gestão está no fato de que as lojas próprias que temos no Brasil são todas controladas e operacionalizadas por funcionários que respondem 100% aos executivos de nosso escritório central. Já nos Estados Unidos, temos um sócio com escritório por lá, em que dividimos as responsabilidades para otimizar a operação”, diz.

Drummond explica que, com o investidor em solo norte-americano, os processos legais facilitam a obtenção do green card. “Preferimos investidores que já estejam bem estabelecidos no país. Nosso sócio por lá, por exemplo, já era um empresário de sucesso e estava disposto a diversificar capital. Temos a pretensão de abrir lojas no modelo de franquias. Mas se o interessado já for residente, possuir o green card ou mesmo a cidadania, tudo fica muito mais fácil e seguro dentro do país”, diz.

Tem nos EUA

Temakeria Makis Place - alimentação

Chilli Beans - bijuterias, joias e óculos

Number One Idiomas - escolas de idioma

Giraffas - alimentação

Carmen Steffens - acessórios pessoais, calçados e tênis

Wizard Idiomas - escolas de idioma

Truss Cosmetics - cosméticos e perfumaria

L’Entrecôte de Paris - bares, restaurantes, padarias e pizzarias

Morana - bijuterias, joias e óculos

Microcamp - educação e treinamento

CCAA - escolas de idioma

Fonte: ABF

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