“Quando eu me formar, quero trabalhar. Mas ainda vou ver o que farei”

Miguel Valente Nadador do Minas Tênis Clube

iG Minas Gerais | Fernando Almeida |

A vida de atleta é muito desgastante. Alguma vez já pensou em parar?

Quando eu fui entrar para a faculdade (engenharia de controle e automação), comecei a pensar se era isso mesmo que eu queria. Até hoje esse pensamento ainda surge: “será que eu me dedico mais aos estudos?” Mas eu resolvi continuar com os estudos e a natação ao mesmo tempo e ver até onde ia. Continuei evoluindo meus tempos e me mantenho no esporte.

Como é essa vida dupla de nadador e estudante?

Conciliar é um pouco difícil, ficar tudo 100%. Às vezes, tento priorizar a natação, e outras, o estudo. Como é muito desgastante, eu acabo fazendo menos matérias para fazer tudo melhor.

Tem a pressão da família para continuar os estudos ou isso fica nas suas mãos?

Isso tudo é uma decisão minha. Quando eu resolvi fazer menos matérias, minha mãe perguntava: “Uai, você não vai para a faculdade hoje?”. Meu pai também sempre me disse para levar o estudo a sério. Mas eles viram que está dando certo; estou bem na natação e conseguindo levar à medida do possível os estudos. Então, eles não reclamam mais como era antes.

E quando formar? Vai querer seguir na profissão e parar de nadar?

Até eu formar em engenharia, terão muitas variáveis na minha vida. Não sei se estarei nadando ainda; posso ter, por exemplo, uma lesão séria e parar de nadar daqui a dois meses, ou mesmo nadar até os 35 anos, como tem gente aqui assim. Mas até os 35 acho difícil. Quando eu me formar, é lógico que terei o interesse em trabalhar na área; até antes eu terei de fazer algum estágio para entrar no meio. Eu gosto do que eu estou estudando, mas ainda vou ver o que farei. 

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