Brasil tenta evitar nova execução na Indonésia

Embaixador “convocado” por Dilma deve se apresentar nesta segunda no Itamaraty

iG Minas Gerais |

Perdão. 
Ricardo Gularte é mais um brasileiro que aguarda execução na Indonésia
arquivo afp photo - 5.8.2004
Perdão. Ricardo Gularte é mais um brasileiro que aguarda execução na Indonésia

Jacarta, Indonésia. O embaixador do Brasil na Indonésia, Paulo Alberto da Silveira Soares, deve se apresentar nesta segunda no Itamaraty. Ele seguiu as instruções da presidente Dilma Rousseff de deixar imediatamente aquele país, em retaliação à decisão do governo indonésio de executar o brasileiro Marco Archer.

Apesar das relações estremecidas, o Itamaraty reinicia, nesta segunda, novas gestões junto aos indonésios para evitar que Rodrigo Muxfeldt Gularte, 41, outro brasileiro que está no corredor da morte, também condenado por tráfico de drogas, seja fuzilado.

Trazer de volta o embaixador de um país “para esclarecimentos”, como fez o Brasil agora, é um gesto forte nas relações diplomáticas, sinal de que as relações entre os dois países estão “gravemente abaladas”. Embora jornais indonésios noticiarem que a execução de Gularte poderá ocorrer dentro de um mês, o Itamaraty informou que nenhuma data foi informada oficialmente ao governo do Brasil.

Gularte foi preso em 2004, no aeroporto de Jacarta, com 6 kg de cocaína que estavam escondidos em oito pranchas. O surfista, que seguia para Bali, estava com dois amigos, mas assumiu a autoria do crime sozinho. Gularte perdeu todos os recursos possíveis na Justiça da Indonésia – o último, em 2011 – e sua única chance é obter o perdão do presidente daquele país, Joko Widodo.

Em entrevista na noite de sábado, o novo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, assegurou que o governo brasileiro está empenhado em tentar evitar uma nova tragédia. “Não poupamos qualquer tipo de gestão ou de pressão contra o governo da Indonésia para evitar a sua morte”, declarou o ministro.

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