Banhistas reclamam de abordagem da polícia nas praias

Cerca de 750 policiais patrulham orla carioca

iG Minas Gerais | Da redação |

Cartão-postal. 
O Arpoador é um dos locais que foi alvo de roubos e arrastões nas últimas semanas
Tomaz Silva/Agência Brasil
Cartão-postal. O Arpoador é um dos locais que foi alvo de roubos e arrastões nas últimas semanas

Rio de Janeiro. Após a onda de arrastões nas praias cariocas nas últimas semanas, a Polícia Militar reforçou a segurança na orla do Rio, principalmente durante o fim de semana. São cerca de 750 policiais patrulhando as praias desde o parque do Flamengo, na zona Sul, até o Recreio dos Bandeirantes, na zona Oeste.

A abordagem da PM, porém, tem sido motivo para a crítica os banhistas. O ajudante de pedreiro Kleiton da Silva Santiago reclamou das abordagens. “Incomoda chegar na praia e já ser abordado pela polícia. Chegam com ignorância, já agredindo. É chato. Todo mundo que é de comunidade, eles pensam que é ladrão. Mas não vou deixar de vir à praia”, criticou Kleiton.

Mesmo quem vê necessidade de uma ação mais ostensiva na praia reclama do excesso nas abordagens da PM. “É necessário, mas tem que ter compreensão dos dois lados. Falta respeito tanto do banhista quanto do policial. Se um policial me desrespeitar na frente da minha mulher, eu não vou gostar”, disse Elton Miranda, morador do Complexo do Alemão.

Os recentes arrastões e roubos na orla carioca têm assustado banhistas. A vendedora de bebidas Solange da Silva afirma que as vendas vinham baixando muito, pois os clientes estavam deixando de frequentar o Arpoador, onde ela trabalha há dez anos.

“Agora está melhorando a segurança, porque há muita polícia. Antes, estava muito ruim, por causa dos arrastões. Não estava vendendo nada, voltava com tudo para casa”, contou Solange.

Por meio de sua assessoria, a Polícia Militar negou que tenha havido abusos por parte dos oficiais e afirmou que os policiais são orientados a fazer um atendimento respeitoso a toda a população, sem qualquer tipo de discriminação de cor, raça, credo ou posição social.

Segurança. No Arpoador, que foi alvo de roubos e arrastões nas últimas semanas, foram montadas duas torres na areia, além da instalação de dois centros de comando móveis, nos quais de onde são captadas e geradas imagens em tempo real.

Também foram montadas operações ao longo dos percursos dos ônibus procedentes da zona norte, especialmente de comunidades pobres. O objetivo é evitar que jovens promovam roubos nas areias e que depredem os veículos, como registrado no último fim de semana, quando um grupo chegou a quebrar todas as janelas de um ônibus, na volta da praia.

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