Fatores ambientais também são relevantes

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Somente a herança genética, no entanto, não é suficiente para explicar por que algumas pessoas são violentas e outras, não. Para o neurocientista André Frazão, apontar os genes como as únicas causas seria “um limitador da compreensão da forma interativa como múltiplos aspectos (sociais, genéticos e fisiológicos) levam à ocorrência do comportamento”.  

É a junção dos fatores ambientais e do aprendizado comportamental que favorece alguns indivíduos a desencadearem, por exemplo, uma psicopatia, segundo a psicanalista Cristiane Maluf. “Porém o grau de variação dessa doença vai depender da passividade (falta de limites) dos pais ou cuidadores frente aos erros de caráter que essa pessoa vai apresentar durante a formação de sua personalidade”, afirma.

O psiquiatra Eduardo Aquino ainda afirma que “mutações possíveis em ambientes desfavoráveis aos genes, pressões ambientais negativas e crônicas e lesões ou alterações durante a gestação podem comprometer o equilíbrio da agressividade natural e a patológica, nossa impulsividade e a forma como lidamos com a violência”.

“Quando submetida a situações extremas de perda, privação, guerra, a parte humana do cérebro esquece regras, cultura, educação, família, sociedade e reativa nossa porção animal, instintiva e agressiva numa tentativa desesperada pela sobrevivência”, diz Aquino. 

‘Monstros sociais’ Atitudes que merecem atenção desde a infância: -Mentiras frequentes -Condutas desafiadoras em relação a autoridades -Crueldade com animais -Impulsividade e irresponsabilidade -Baixa tolerância à frustração -Tendência a culpar os outros por erros cometidos -Insensibilidade, frieza, falta de sentimento de culpa -Preocupação excessiva com os próprios interesses -Dificuldade de manter amizades -Sexualidade exacerbada e precoce -Vandalismo Fonte: psicanalista Cristiane Maluf

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