Antes de inovar, é preciso fazer estudo detalhado do mercado

Um exemplo foi a descoberta feita pela empresária Graziela Garcia, que inaugurou a Esmalteria Bendita, no bairro Silveira em Belo Horizonte

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Para inovar, o mais importante é ter conhecimento sobre o mercado que se vai atuar. Essa é a orientação do analista de tecnologia da unidade de acesso a inovação e à sustentabilidade do Sebrae Minas, Flávio Baeta Moreira. “O empresário deve conhecer bem o seu negócio para não diluir demais as atividades e deixar de fazer uma bem para fazer várias mal”, avalia.  

Segundo Moreira, inovações incrementais podem diferenciar empresas no mercado, porém, o processo deve ser feito com controle. “Uma inovação pode ser de marketing, de processo ou de produto. Ela deve sempre ser acompanhada de um estudo para que o empresário tenha consciência do que está fazendo”, diz.

Um exemplo foi a descoberta feita pela empresária Graziela Garcia, que inaugurou a Esmalteria Bendita, no bairro Silveira em Belo Horizonte. “Antes de abrir a loja, fizemos um estudo de mercado e descobrimos que o cliente não é fiel à manicure, e sim ao serviço. Isso foi uma surpresa para nós, mas foi a oportunidade que encontramos na pesquisa e investimos no serviço”, declara Graziela.

Amanda Somerlate, 27, cliente da Esmalteria, confirma a hipótese de Graziela. “O serviço e os equipamentos são um diferencial da loja. Aqui o material é esterelizado, a manicure usa luva, e, a lixa, temos a opção de jogar fora ou levar para casa. Com tudo isso, pago feliz quando venho aqui”, afirma Amanda.

Inovações. O Sebrae Minas mantém programas de consultoria tecnológica que auxiliam os pequenos empresários a inovar, seja no processo ou no produto. São 74 institutos tecnológicos parceiros do Sebrae, apenas em Minas Gerais. Entre eles está o Agente Local de Inovação (ALI) em que recém-formados vão à empresa fazer o diagnóstico de onde ela pode inovar em seus processos. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave