“Só de os Estados Unidos terem virado os olhos para o Brasil, já é um ótimo sinal”

Rubén Magnano Treinador técnico da seleção brasileira de basquete masculino

iG Minas Gerais |

Como você vê a iniciativa da Federação Mineira de Basquete (FMB) de realizar clínica com jovens talentos?  

Com bons olhos. Isso não é comum aqui no Brasil, pelo menos que eu tenha conhecimento. Na Argentina, temos jovens de 7 e 8 anos já treinando e jogando. Aqui, temos esse início de trabalho com meninos de 13 e 14 anos. Então, existe uma diferença, e é preciso recuperar esse tempo perdido. Ainda falta muito trabalho de base a ser realizado no Brasil.

Você costuma marcar presença em jogos e treinos para observar jogadores específicos?

Não. Olho todos, o tempo todo. Você não vai ouvir nenhum nome próprio da minha boca. É preciso estar atento para novos talentos. Aqui no Minas me interessa muito um jogador. Em Bauru também vi um que ainda não conhecia. Não sei onde vou colocá-lo. A massificação do basquete permite uma escolha melhore esse trabalho com os jovens tem essa importância.

Como está o planejamento da seleção para este ano?

Ainda não definimos, pois nossa vaga automática nos Jogos Olímpicos de 2016, ainda não está definida. Isso não deve acontecer antes de março. Então, precisamos aguardar para tomar algumas decisões. Sabemos que teremos competições como o Mundial Universitário, o Pan-Americano, em Toronto, no Canadá e o Pré-Olímpico. Iremos participar, mas precisamos ter essa definição para escolher o elenco que levaremos.

Você se preocupa com a idade e a condição física que os jogadores da NBA se apresentarão? Com idade, não. Preocupação não é o termo correto. Isso acontece quando eles estão machucados, somente. Temos que analisar quais condições físicas eles vão chegar, se estarão cansados depois de uma temporada.

Tem visto os dois brasileiros que estão estreando na NBA (o ala Bruno Caboclo e o pivô Lucas Bebê)?

Eles jogaram pouco até agora. O pouco tempo que jogaram eu assisti, mas não foi suficiente. Preciso vê-los jogando com mais frequência para avaliá-los melhor.

O que dizer sobre a parceria com NBA?

Só de saber que os EUA viraram os olhos para cá, é um bom sinal. Mas ainda não tenho informações suficientes para falar muito sobre.

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