Tática muito arriscada

“Hoje em Dia”, atração matinal da Record, troca de apresentadores, mas formato sofre poucas mudanças

iG Minas Gerais | luana borges |

Time. Novo trio de apresentadores busca alavancar a audiência da atração e superar a Globo
Edu Moraes
Time. Novo trio de apresentadores busca alavancar a audiência da atração e superar a Globo

Aos poucos, a Record dá uma movimentada em sua grade de programação. A primeira novidade de 2015 foi a troca de apresentadores do “Hoje em Dia”. Saíram Celso Zucatelli, Chris Flores e Edu Guedes para dar lugar a César Filho, Renata Alves e Ana Hickmann. A mudança parece uma tentativa de bater de frente com o “Encontro Com Fátima Bernardes”, líder de audiência das manhãs. Mas tirar de campo um time que já estava entrosado e dominava o programa pode não ser a escolha mais sensata.

Como é de praxe em quase todos os seus setores, a emissora faz seu planejamento pensando mais na concorrência do que em desenvolver um conteúdo de forma adequada a seu público-alvo. O resultado quase nunca reflete no crescimento da audiência. Por isso, não é de se admirar que essa alteração brusca no “Hoje em Dia” não se reverta em grandes ganhos para a Record.

Já o telespectador assíduo pode estranhar de início. Afinal, estava acostumado a ver um trio de apresentadores que já se conheciam há bastante tempo e eram íntimos do formato do matinal. Não que os novos nomes tenham um desempenho fraco. Mas ainda precisam apresentar algumas boas edições do “Hoje em Dia” para não deixar a peteca cair. De longe, César Filho é o mais seguro. Com quase 40 anos de trajetória profissional, ele exerce, claramente, a função de trazer credibilidade à produção.

A escolha das duas apresentadoras, por sua vez, parece servir para atingir um público mais abrangente. Enquanto Renata Alves tem um jeitão popular e simples na hora de falar, Ana Hickmann está ali para enfeitar e imprimir elegância, sua marca registrada.

O que prejudica mais do que ajuda o “Hoje em Dia” é a grande quantidade de merchandising. As inserções comerciais habitam o programa desde os primórdios e, pelo visto, devem permanecer por muito tempo, causando uma quebra de raciocínio constante. Sem falar que a produção como um todo é roteirizada demais. Se a intenção é bater de frente com a Globo e o “Encontro com Fátima Bernardes”, a Record precisa repensar a espontaneidade de seu matinal. De vez em quando, um improviso cai bem e faz o público se identificar com o que assiste na televisão.

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