Servidores estão sem receber

iG Minas Gerais | Fransciny Alves |

Problema. Hospital Municipal de São João Evangelista, no Vale do Rio Doce, também registra atraso no pagamento de salários
Eliana Ribeiro / Divulgacao
Problema. Hospital Municipal de São João Evangelista, no Vale do Rio Doce, também registra atraso no pagamento de salários

Cerca de 60 servidores do Hospital Municipal de São João Evangelista, no Vale do Rio Doce, estão com os salários atrasados desde novembro do ano passado. Somente os médicos estão com os pagamentos em dia.  

De acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde, Núbia Procópio, o governo de Minas é o responsável pelo repasse de recursos que são utilizados para pagamento da folha salarial dos funcionários da unidade, que presta atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O Estado não nos enviou os repasses dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2014. Por isso, os agentes de saúde estão há dois meses sem receber. E, mesmo diante dessa dificuldade, conseguimos quitar o 13º desses profissionais”, afirmou.

Ainda segundo a presidente, o Estado deve R$ 234.066,18 à Fundação, por três meses de atraso na produção ambulatorial e hospitalar; R$ 447.525,40 por mais de 200 cirurgias realizadas entre maio e dezembro do ano passado; e R$ 130 mil por dois meses de atraso no repasse ao setor de urgência e emergência.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não confirmou valores, mas disse, por meio de nota, que recebeu um orçamento limitado da gestão anterior e que, além de realizar um amplo levantamento das contas do Estado, tem buscado, juntamente com as áreas econômicas do governo, todas as soluções possíveis para normalizar as pendências.

O Estado informou, ainda, que os pagamentos de média e alta complexidade, referentes aos meses de outubro e novembro, começaram a ser feitos na última quarta-feira (14), com previsão de finalização até essa sexta-feira (16). Com isso, segundo a administração do hospital, o dinheiro deve ser liberado a partir desta segunda-feira (19).

Médicos. Os salários dos seis médicos do hospital estão em dia. A presidente da fundação afirma que eles recebem por meio do Programa Rede Resposta. “Eles (os médicos) estão com o pagamento em dia porque o dinheiro vem de outro programa do Estado. E os recursos foram suficientes para mantê-los até hoje. Além disso, eles trabalham por produção e por isso não possuem direito ao 13° salário”, explicou. 

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