Carro de até 2 anos é bola da vez

A medida que permite aos bancos retomarem os carros em três meses de inadimplência, que passou a valer em novembro do ano passado, é considerada positiva para Santos

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Enquanto a venda de veículos seminovos cresceu 7,2% em 2014, conforme dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), a venda de carros novos caiu 6,76%, no mesmo período, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). “O consumidor faz pesquisa antes de comprar um carro e percebe que é muito mais vantagem adquirir um carro com um ou dois anos de uso e com um preço melhor”, avalia Ilídio do Santos, presidente da Fenauto.  

Santos lembra que uma das vantagens do seminovo é que muitas fábricas dão cinco anos de garantia, o que pode ser aproveitado pelo novo proprietário do veículo. É o caso da funcionária pública Sharon Callefi que preferiu comprar um seminovo no ano passado. “Foi uma boa escolha. Não precisamos usar, mas quando compramos o carro ainda estava na garantia”, diz.

Santos se diz otimista em relação a 2015. “Vamos continuar crescendo e creio que vamos superar, esse ano, o aumento de 2014”, avalia o presidente.

A medida que permite aos bancos retomarem os carros em três meses de inadimplência, que passou a valer em novembro do ano passado, é considerada positiva para Santos. “Com essa nova medida do governo, os financiamentos vão ficar mais fáceis o que é fundamental para nosso setor. Em anos anteriores, o financiamento representava 70% das vendas, em 2014 este índice foi de apenas 35%”, afirma.

Juros. Para o empresário da Personal Drive Service, André Dutra Cavalcanti, o mercado de veículos vai melhorar apenas com a queda dos juros. “Não adianta festejar o aumento de vendas dos seminovos, até porque quem alimenta esse mercado são os veículos que saem da fábrica. Os juros precisam cair para que o mercado realmente volte a se aquecer, como um todo. Se a taxa Selic não cair, não adianta”, opina André. 

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