Policiais disparam spray de pimenta em jovem desmaiada em protesto

Grupo tentava retirar a mulher da área onde ocorria o confronto, passando por um cordão policial, quando foi impedido pelos PMs

iG Minas Gerais | Folhapress |

SP - PROTESTO/SP/MOVIMENTO PASSE LIVRE - GERAL -  Policiais militares usam balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar   manifestantes durante o 2º grande ato contra o reajuste da tarifa do transporte público   em São Paulo, organizado pelo Movimento Passe Livre, no centro da cidade, nesta sexta-   feira. No último dia 6, o preço da passagem na capital paulista passou de R$ 3,00 para R   $ 3,50.    16/01/2015 - Foto: AMAURI NEHN/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
SP - PROTESTO/SP/MOVIMENTO PASSE LIVRE - GERAL - Policiais militares usam balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes durante o 2º grande ato contra o reajuste da tarifa do transporte público em São Paulo, organizado pelo Movimento Passe Livre, no centro da cidade, nesta sexta- feira. No último dia 6, o preço da passagem na capital paulista passou de R$ 3,00 para R $ 3,50. 16/01/2015 - Foto: AMAURI NEHN/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Policiais militares usaram spray de pimenta contra um grupo que tentava socorrer uma jovem que havia desmaiado durante o protesto do Movimento Passe Livre (MPL). Ela foi encontrada desacordada no Viaduto do Chá, após a PM lançar bombas de gás e efeito moral para dispersar os manifestantes.

O grupo tentava retirar a mulher da área onde ocorria o confronto, passando por um cordão policial, quando foi impedido pelos PMs. A reportagem presenciou a cena, que ocorreu na praça do Patriarca, centro.

A jovem, que não foi identificada, foi vista pela reportagem logo após a dispersão dos manifestantes que fugiram das bombas de gás lançadas pela PM no viaduto do Chá. No chão, com uma câmera fotográfica nas mãos, ela aparentava ter dificuldades para respirar. A reportagem comunicou uma policial que atuava no protesto, mas nada foi feito.

Em seguida, dois ativistas a pegaram no colo e correram, junto com manifestantes e jornalistas, em direção a PMs que faziam um cordão de isolamento na praça do Patriarca. Eles não permitiram que os jovens passassem com a moça e, após uma discussão, dispararam o spray no rosto de manifestantes e jornalistas, atingindo também a jovem desmaiada.

Em seguida, um policial que desceu de um viatura empunhando uma arma com balas de borracha apontadas para os manifestantes, ordenava que as pessoas saíssem do local. O músico Vinicius Duarte, 27, afirmou que carregava a moça quando policiais usaram spray de pimenta. "Atingiram a pessoa desacordada", disse. André Souza, 24, professor, confirma a versão de Duarte. "Jogaram gás na gente e derrubamos a moça no chão". "Nem a Secretaria de Segurança Pública nem a PM tem conhecimento destes fatos. Se eles forem apresentados, serão analisados pela secretaria", diz nota do governo estadual sobre o caso.

O major da PM Victor Fedrizzi afirmou que os policiais que a passagem foi negada porque é preciso. "Em alguns momentos tem que isolar alguns locais. Se houve algum abuso, os manifestantes têm o direito de denunciar."

Confusão

O protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem realizado na região central de São Paulo, na noite desta sexta-feira (16), terminou com correria, bombas de gás e ao menos três agências bancárias depredadas.

O major Victor Fedrizzi, da PM, afirmou no local que oito pessoas foram detidas e encaminhadas ao 78º DP (Jardins). A corporação, no entanto, afirmou que ainda não tinha um número fechado por volta das 23h.

O ato começou por volta das 18h na praça do Ciclista, na avenida Paulista. O grupo de cerca de 3.000 pessoas, segundo estimativa da polícia, seguiu em passeata até a prefeitura. O MPL (Movimento Passe Livre), que organizou o ato, estima que o total de manifestantes tenha chegado a 20 mil.

No percurso, houve um momento de correria, na altura do cemitério da Consolação, mas sem pessoas feridas ou detidas. Em seguida, o ato prosseguiu até a frente da prefeitura, onde houve nova confusão.

Segundo a PM, manifestantes jogaram fogos de artifício contra os policiais e pedras em carros da corporação. Com isso, a PM atirou bombas de gás e gás de pimenta contra os manifestantes. Algumas pessoas passaram mal.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave