Justiça nega pedido de suspensão da alta das tarifas de ônibus em BH

No dia 29 de dezembro as passagens na capital passaram de R$ 2,85 para R$ 3,10, MP alega irregularidades no cálculo de reajuste feito pela BHTrans

iG Minas Gerais | Natália Oliveira |

A partir deste sábado (10), usuários irão pagar mais caro nas passagens
ALEX DE JESUS/O TEMPO
A partir deste sábado (10), usuários irão pagar mais caro nas passagens

A Justiça negou, na tarde desta sexta-feira (16), o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para suspender o reajuste das passagens de ônibus e táxis coletivos de Belo Horizonte. No dia 29 de dezembro as passagens na capital passaram de R$ 2,85 para R$ 3,10.

A liminar foi julgada pela juiza Simone Andrea Silva que negou integralmente o pedido, no entanto os argumentos utilizados pela magistrada ainda não foram divulgados. O pedido para a suspensão veio do promotor Eduardo Nepomuceno da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público,que alegou irregularidades nos cálculos utilizados pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) para aumentar o preço das tarifas.

O MPMG só deve ser notificado da decisão na próxima segunda-feira (19). A ação foi impetrada no último dia 9. De acordo com o promotor, a fórmula de cálculos se baseia em nos indíces de gastos com pneus e combustível por exemplo, foi feita pela empresa se baseando em dois anos, quando a fórmula do contrato permite apenas um ano. O MP deve recorrer da decisão.

Ônibus suplementares

No caso dos suplementares, o desembargador Elias Camilo Sobrinho, da 3ª Câmara Cível intimou a BHTrans e os consórcios de ônibus para argumentarem em relação ao recurso que suspendeu o reajuste da tarifa dos ônibus suplementares. A suspensão do aumento ocorreu no último dia 9, no entanto a data para a redução da tarifa não foi definida. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave