Após escândalos na Copa, Rio 2016 tenta se proteger contra cambistas

Com medo de ver Jogos envolvidos em investigação, Comitê identificará ingressos de estrangeiros e impõe multa de até 100 vezes o valor do bilhete

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

Nuzman comentou denúncias envolvendo supostas irregularidades nos contratos de patrocínio da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) com o Banco do Brasil
Nuzman comentou denúncias envolvendo supostas irregularidades nos contratos de patrocínio da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) com o Banco do Brasil

As investidas do Comitê do Rio 2016 serão altas para se prevenir da ação de cambistas. Após os escândalos na Copa do Mundo, a organização promete mecanismos rigorosos especialmente para os ingressos a serem vendidos fora do Brasil. Cada comitê estrangeiro será responsável pela comercialização dos bilhetes e terá seu nome identificado em todas as entradas. Se forem flagradas vendas irregulares, a multa será de até 100 vezes o valor dos ingressos.

A garantia é de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Segundo ele, a organização chegou a fazer uma consulta ao Ministério Público “pelos fatos antecedentes”, ou seja, a descoberta de uma máfia que atuou no Mundial e virou manchete no mundo todo. O MP afirmou que os estrangeiros também estarão submetidos às leis brasileiras durante a Olimpíada.

O discurso é endossado pelo diretor comercial do Rio 2016, Renato Ciuchini. Na coletiva de lançamento do programa de vendas dos ingressos, o dirigente explicou todas as precauções que já estão sendo tomadas.

“O time está trabalhando há 30 meses no sistema. Nós acompanhamos tudo o que aconteceu na Copa do Mundo e em outros campeonatos mundiais, e acreditamos que temos um sistema testado e protegido contra esse tipo de fraude (meios de furar fila de espera). Sistemas online têm ameaças, temos uma equipe de segurança de informação. Contratamos mais de uma empresa de monitoramento tanto físico quanto online para detectar essas ocorrências, temos todos os nossos parceiros, comitês olímpicos, que detectam isso e reportam para nós, e estamos trabalhando junto com o Ministério Público, a polícia, e todos os nossos contratos têm penalidades para quem praticar isso”, explicou Ciuchini.

A comercialização para brasileiros será feita por meio do site do Rio 2016, enquanto a venda para os estrangeiros será de responsabilidade de cada um dos 204 países que vão participar. Os revendedores autorizados serão anunciados em março.

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