Agentes de saúde de BH recusam acordo e mantêm greve com ato no centro

Grupo se juntou aos guardas municipais, que também protestam no centro e fecharam o quarteirão da prefeitura

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Os Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) decidiram manter a greve, que entra em seu 12º dia, nesta sexta-feira (16), depois de uma reunião com o secretário municipal de saúde, segundo o Sindicato Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel).

Conforme a categoria, a prefeitura não apresentou alteração na proposta que tinha feito anteriormente, e os servidores não fizeram acordo. Em assembleia na praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, o grupo votou pela manutenção do ato e saiu em passeata em direção à sede da prefeitura, na avenida Afonso Pena. No caminho, os cerca de 2.000 agentes, conforme o Sindibel, encontraram com os guardas municipais que seguem para o mesmo local, fechando o quarteirão da prefeitura.

A manifestação dos guardas começou nessa quinta-feira após uma servidora ter sido atingida por uma bala de borracha em uma confusão com policiais militares. Confira mais detalhes clicando aqui.

A intenção é fechar a avenida Afonso Pena, no sentido bairro Mangabeiras. Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o trânsito está lento nos dois sentidos da Afonso Pena. A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou sobre o assunto.

Entenda

A prefeitura reconhece que os ACSs recebem abaixo do piso, mas informou que não é possível reajustar os salários sem que o repasse do Governo Federal destinado à área também seja ampliado. Quanto ao plano de carreira, foi garantido que um projeto será montado em seis meses, a contar de fevereiro.

Conforme o sindicato, desde junho do ano passado foi sancionada a Lei Federal 12994/14, que estabelece um valor mínimo de R$ 1.014 mensais como vencimento base dos ACE/ACS. Atualmente o vencimento base inicial dos ACEs em Belo Horizonte está fixado em R$ 1.020,58, enquanto os ACSs da capital recebem R$ 795.

A categoria inicial greve no dia 5 de janeiro deste ano.

Atualizada às 11h24

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