Acidente que matou Campos foi causado por falha do piloto, diz jornal

Sequência de falhas do piloto, antes e durante o voo, levaram à queda de aeronave; além do presidenciável, outras seis pessoas morreram, sendo quatro assessores, piloto e copiloto

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Tássio Ricardo / reprodução Facebook
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Os primeiros resultados das investigações da Aeronáutica indicam que o acidente que matou o candidato à Presidência e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi causado em decorrência de falhas do piloto Marcos Martins. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, as investigações apuraram que desde a falta de experiência com o aquele tipo de aeronave até o uso de manobras de "atalho" para adiantar a descida do avião levaram ao trágico acidente.

A partir das conclusões, Martins não seguiu as recomendações do fabricante ao operar os aparelhos no momento em que foi obrigado a abortar o pouso. E, com isso, acabou perdendo a referência do avião, chamado pelos técnicos de "desorientação espacial" - quando o piloto não sabe em qual posição o avião está. 

Os investigadores levantaram todo o perfil psicológico, pessoal e profissional do piloto e copiloto,  Geraldo da Cunha. E identificou uma série de falhas de Martins, antes e durante o voo. Outros pontos também foram levados em conta, como a relação entre os dois pilotos, que não era boa, devido um histórico de atritos.

Com relação a aeronave, não foram encontradas falhas técnicas ou no sistema. As turbinas também não apresentaram problema. A caixa preta, aparelho que grava as conversas durante o voo, não estava operando no momento pois não havia sido ligado.

Ainda de acordo com o jornal paulista, a investigação apurou que além do excesso de confiança do piloto e a sequência de falhas, o erro que ocasionou efetivamente o trágico acidente foi a não realização da manobra exigida para o tipo pista da Base de Santos, onde a aeronave iria pousar. Com isso, a rota estabelecida pelos manuais foi ignorada.

O relatório final da Aeronáutica com o resultado das investigações sobre o acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos e outras seis pessoas deve começar a ser divulgado em fevereiro.

Acidente.Em agosto de 2014, o então presidenciável Eduardo Campos morreu após o jato Cessna em que estava cair em Santos (SP). Além de Campos, estavam na aeronave o assessor Pedro Almeida Valadares Neto, o assessor de imprensa Carlos Augusto Ramos Leal Filho (Percol), Alexandre Severo Gomes e Silva (fotógrafo), Marcelo de Oliveira Lyra (staff da campanha) e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.