Segundo escalão leva aliados a pressionar PT

Siglas cobram apoio e querem indicar cargos nas secretarias de ‘porteira fechada’

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Tabuleiro. Odair Cunha  negocia espaços com os partidos que apoiaram e não apoiaram Pimentel
Elza Fiúza/ABr - 25.4.2012
Tabuleiro. Odair Cunha negocia espaços com os partidos que apoiaram e não apoiaram Pimentel

Passada a nomeação do secretariado, o governo de Fernando Pimentel (PT) retomou as negociações com os partidos para definir o loteamento de cargos no segundo escalão. Depois de algumas legendas saírem insatisfeitas com a distribuição dos espaços, nesta quinta, o secretário de Governo, Odair Cunha, se reuniu com o presidente do PCdoB de Minas, Wadson Ribeiro, para negociar.  

A preferência é que as siglas que foram contempladas no primeiro escalão também possam definir adjuntos e cargos de direção dentro de suas pastas, o que é conhecido no meio político como indicações de “porteira fechada”. As que ainda vão aderir à base governista na Assembleia, como PV e PSD, também terão prioridade.

O PCdoB, por exemplo, foi contemplado com a Secretaria de Turismo. Agora, espera poder definir os demais ocupantes dos cargos na pasta. “A intenção é que o PCdoB tenha voz ativa dentro de todas as instâncias do Turismo no Estado. As indicações dos nomes deverão ser feitas por nossos deputados estaduais”, ressalta Ribeiro.

Os comunistas ainda teriam interesse em colocar seus indicados em pastas como Juventude e Esportes.

Quem também já conversou com Odair Cunha e outros nomes de confiança do governador foi o PSD. Segundo o deputado Fábio Cherem, na nova legislatura o partido irá compor a base governista do PT. O curioso é que o PSD foi aliado dos tucanos na última gestão. “Existe, sim, o interesse de participar do novo governo, e as conversas estão acontecendo”, resume Cherem.

Mas, segundo outro nome da legenda, o governo já garantiu que quem de fato atuar ao lado de Pimentel na Assembleia terá espaços no segundo e terceiro escalões, mas as nomeações ficarão para fevereiro.

“Não adianta nomear e na hora ‘H’ não ter o apoio do partido. Isso tudo tem que acontecer na prática, e a ordem é deixar espaços até fevereiro, quando o quadro estará mais consolidado”, argumenta um deputado. O mesmo processo ocorrerá com o PV, que já teria espaços garantidos na nova administração em troca de uma união no Legislativo. “O PV foi o primeiro partido a mostrar que vai apoiar Pimentel. Então ele terá, sim, mais espaços”, garantiu outra fonte.

Um exemplo de quem mudou de lado e pode ser prestigiado pelo novo governador é o PR. Apesar de a sigla ter optado por apoiar Pimentel ainda durante a campanha eleitoral, já foi presenteada no primeiro escalão com a Secretaria de Defesa Social e ainda deverá ganhar cargos na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Nos bastidores, Antônio César Pires de Miranda Júnior, que é prefeito de Rio Acima, é um dos cotados para uma vaga de diretor.

Foco na Assembleia Base.Até o momento, o governador Fernando Pimentel conta com 35 nomes como base na Assembleia. As negociações entre os partidos podem aumentar este número para 45. Aliado? Além de PV, PSD e PR, que não estiveram na coligação de Pimentel nas eleições, o PSB também pode negociar com os petistas. Espera. As nomeações para segundo e terceiro escalões terão que levar em conta a ordem de Pimentel de deixar 25% dos cargos vagos até as contas melhorarem.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave