Ataques na França elevam risco para as Olimpíadas

Agência Brasileira de Inteligência monitora ‘lobos solitários’

iG Minas Gerais | Da redação |

Preparação. Antes da Copa, equipes simularam reação em possíveis ataques terroristas no país
Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Preparação. Antes da Copa, equipes simularam reação em possíveis ataques terroristas no país

Após os atentados terroristas que deixaram 17 vítimas na França na última semana, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) disse em entrevista ao portal G1 que o nível de ameaça de uma ação desse tipo no Brasil está aumentando, principalmente levando-se em conta a proximidade das Olimpíadas de 2016.

Em entrevista ao portal, o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, ainda afirmou que o órgão impediu ataques no país durante a Copa do Mundo de 2014 ao identificar suspeitos e planos antecipadamente com apoio de policiais e militares. “Conseguimos detectar movimentações e planejamento em fase bem inicial”, contou.

A agência monitora “lobos solitários, pessoas que se encantam por uma causa ou organização e que podem realizar ataques mesmo sem integrarem formalmente um grupo terrorista”, disse o diretor ao site.

“O Brasil tem um nível de risco que cresceu em relação à série histórica. Não vamos chamar de risco, mas de ameaça. O terrorismo passou a ser hoje a principal ameaça para a sociedade e o Estado brasileiro? Não. (...) Estamos na iminência de realizar os Jogos Olímpicos, que vão trazer atletas, autoridades e milhares de torcedores de países que são alvos prioritários de terroristas e também de lobos solitários, que estão hospedados em nosso país. E isso aumenta o nível de ameaça”, disse Sallaberry.

‘Não temos célula’. O diretor ainda disse ao G1 que o Brasil não tem células terroristas, mas tem pessoas que podem facilitar o trabalho de jihadistas que vierem ao país. “Não são membros de grupos terroristas, mas pessoas que têm um encantamento pela ideologia e possuem contatos”, disse, acrescentando que o monitoramento dessas pessoas é a principal ação da unidade de prevenção ao terrorismo da Abin.

RECRUTAMENTO. Durante a entrevista, o diretor também se disse preocupado com que os “recrutadores” do Estado Islâmico assediem jovens brasileiros e que pessoas, ligadas ou não a grupos terroristas, se afastem do grupo de preocupações dos órgãos de inteligência com o objetivo de realizarem ações no futuro.

“É absolutamente impossível para qualquer país do mundo controlar todo mundo”, disse o diretor. As informações são do G1.

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