Para se virar com as panelas

Quer aprender a cozinhar ou se aproximar do mundo gastronômico em 2015? O calendário de aulas de chefs e escolas de Belo Horizonte já está aberto

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

A dupla de chefs Sérgio Figueiredo e Gabriel Trillo criou um curso para ajudar quem não entende nada de cozinha. As lições partem do mais básico possível, com receitinhas “bê-a-bá”
Daphne Carvalho / Divulgação
A dupla de chefs Sérgio Figueiredo e Gabriel Trillo criou um curso para ajudar quem não entende nada de cozinha. As lições partem do mais básico possível, com receitinhas “bê-a-bá”

Se tradicionalmente janeiro é o mês ideal para arregaçar as mangas e tirar os planos do papel, por que não aproveitar 2015 para aprender a cozinhar? Em Belo Horizonte, a temporada é propícia: a maioria dos cursos de culinária ainda não começou, mas já aceita inscrições.

Ministradas por chefs de estilos bem diversificados, em escolas, bufês, restaurantes e ateliês, as aulas seguem programas diferentes – é possível assistir a apenas uma aula avulsa, de um tema determinado, até frequentar cursos semestrais.

Para quem não sabe nem ligar o fogão e quer aprender a se virar, o ideal é procurar aulas para iniciantes, como as turmas que os chefs Gabriel Trillo e Sérgio Figueiredo estreiam neste ano. “Vamos percorrer desde o bê-a-bá, como fazer arroz e ovo frito”, explica Gabriel.

E se há turmas começando, muitas delas já estão juntas há bastante tempo. No curso de um dos renomados chefs da capital, Ivo Faria, há alunos que há 11 anos o seguem religiosamente. Assim, as turmas que ele mantém são dividas por níveis – enquanto os iniciantes recebem instruções básicas, as aulas para os mais experientes avançam sobre a alta cozinha. “Em 11 anos, nunca repeti uma receita”, orgulha-se o chef.

Claro que elas, as receitas, são parte indispensável das aulas – a maioria dos cursos oferece apostila com a ficha técnica detalhada, para que se possa reproduzir em casa o que foi ensinado. Para Ivo, porém, isso não é o mais importante. “Quero que meus alunos saibam se virar na cozinha sem depender das fórmulas que eu ensino. É importante ter autonomia: abrir a geladeira e ver o que é possível criar”, diz ele.

Já para outra veterana do ramo, a chef Agnes Farkasvolgyi, as aulas destacam a cozinha como um lugar de prazer. Ela e sua sócia no bufê Bouquet Garni, Karen Piroli, dão aulas há 18 anos na capital. “Parto do princípio de que a cozinha serve para juntar quem a gente gosta em torno da mesa. Assim, as aulas sempre têm um clima afetuoso”, diz ela.

Esse poder de aproximar as pessoas pode ser posto à prova ao fim de cada aula, quando os alunos se sentam juntos para provar as delícias que aprenderam – todos os cursos incluem no preço os pratos servidos (em geral, de três a quatro preparos).

Para muitos alunos, aliás, degustar é a parte principal. “Muitos não querem aprender a cozinhar, mas sim aprender a comer. Vêm às aulas para entender a cozinha, saber analisar um cardápio, entender os sabores e o que pedir em um restaurante”, explica Ivo.

Nas aulas que o chef Rusty Marcellini comanda no Verdemar, a comida é quase um pretexto: segundo ele, os alunos acabam se interessando mais pelas histórias e pelo contexto cultural de cada preparo ou ingrediente. Tanto que algumas extrapolam o ambiente da cozinha – após uma aula sobre a região lusitana do Alentejo, no fim do ano passado, Rusty organizou uma viagem com os alunos. Partirão juntos em abril para desbravar a região.

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