“Não há nada contra Foster”

Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga defendeu presidente e atual diretoria da Petrobras

iG Minas Gerais |

Eduardo Braga está otimista em relação aos rumos da Petrobras
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO - 2.1.2015
Eduardo Braga está otimista em relação aos rumos da Petrobras

Brasília. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, defendeu nesta quinta a presidente da Petrobras, Graça Foster, e membros da atual diretoria, isentou-os de envolvimento com os escândalos de corrupção envolvendo a estatal e disse estar otimista com os rumos da empresa. Para o ministro, a companhia enfrenta uma “convergência de fatores negativos”, e seu maior problema é que as empresas contratadas para fazer parte de seus investimentos estão “enroladas” na operação Lava Jato.  

“Até hoje, não há nenhuma prova sequer contra Graça Foster. Até hoje, não há nenhuma prova sequer contra esses diretores que aí estão. Não seria justo, vendo o esforço que a Petrobras está fazendo com seus técnicos e sua diretoria, de recuperação de gestão e eficiência, puni-los sem dar a chance para que apresentem os resultados que a Petrobras aponta que apresentará”, afirmou Braga, em entrevista exclusiva ao jornal “O Estado de S. Paulo”, ressaltando que mudanças no conselho de administração já estão em estudo pelo governo.

A fala do ministro é uma resposta indireta às manifestações do advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, que considerou arbitrária a prisão do ex-diretor da estatal nesta quarta e chegou a dizer que, se ele foi preso, Graça Foster também deveria ser. Cerveró foi detido a pedido do Ministério Público Federal, que o acusou de ter realizado transações financeiras para ocultar seus bens. Braga justificou seu otimismo com os rumos da estatal alegando que há “duas Petrobras”: uma que está “sob investigação”, e outra que é uma “instituição brasileira”, responsável por parte do planejamento do setor energético.

O posicionamento do ministro ocorre em meio às manifestações do Ministério Público Federal do Paraná, que afirmou que não há indicativos de que o esquema criminoso na Petrobras foi estancado. “Pelo contrário, há notícias de pagamentos de ‘propinas’ efetuados por empresas para diretores da Petrobras mesmo em 2014”, assinala a Procuradoria da República no pedido de prisão preventiva de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da estatal petrolífera.

Manifestação Comperj. Pelo quarto dia consecutivo, operários do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), refinaria da Petrobras em construção em Itaboraí, bloquearam nesta quinta os acessos às obras do empreendimento em protesto contra demissões e atrasos de salários de empresas fornecedoras. Tumulto. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participaram do ato. Houve tumulto, e quatro pessoas foram detidas. Atraso. Desde novembro, a Alumini já demitiu 500 pessoas da obra do Comperj, que não receberam todos os encargos trabalhistas. Outras 2.500 estão com salários atrasados.

Museu expõe obras de doleiros Curitiba. Apreendidas durante a operação Lava Jato, 15 obras de arte que pertenciam a doleiros serão expostas no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a partir deste sábado. Apreendidas nas casas de doleiros e outros investigados, as telas de Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Cícero Dias, Claudio Tozzi, Aldemir Martins e Heitor dos Prazeres, entre outros pintores brasileiros, ficarão em exibição até março. Para a Polícia Federal (PF), os quadros foram adquiridos para lavar dinheiro de origem ilícita.

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