Moradores pedem volta do restaurante popular do PTB

Núcleo fechado desde o dia 19 de dezembro não tem previsão de quando volta a funcionar; governo diz que imóvel precisa de reparos com alto custo

iG Minas Gerais | Dayse Resende |


Obra. 

No centro, tapumes impedem as pessoas de visualizarem obras
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
Obra. No centro, tapumes impedem as pessoas de visualizarem obras

 

Inaugurado em 2008 com a proposta de servir uma alimentação balanceada e de baixo custo para trabalhadores e pessoas carentes, o restaurante popular do PTB, que, assim como os outros cinco do município, foi fechado temporariamente no dia 19 de dezembro, não tem previsão de quando voltará a funcionar. Informações obtidas por O Tempo Betim com um servidor, que pediu para não ser identificado, dão conta de que o núcleo não deve voltar a funcionar neste ano. Os moradores da região estão revoltados.   Na terça-feira (13), a reportagem esteve no estabelecimento, localizado na avenida Rio Madeira, e flagrou que, ao contrário do que acontece no restaurante do centro, não há homens trabalhando para melhorias das instalações, manutenção e troca de equipamentos, entre outros aperfeiçoamentos, como foi justificado pela prefeitura em nota encaminhada à imprensa no último dia 9.   No local, as portas, ainda pichadas, foram encontradas fechadas. Por causa da situação, muitas pessoas que foram em busca da refeição voltaram para casa insatisfeitas. “Não sabia que o restaurante estava fechado. Fui pega de surpresa. É uma situação lamentável, pois a comida era de qualidade e com um preço bastante acessível”, disse a dona de casa Josefina Fragas.   O marmorista Márcio Miranda de Carvalho, que almoçava no restaurante diariamente, também reclamou. “Na última semana de funcionamento, funcionários divulgaram um informativo avisando que o estabelecimento seria fechado para reforma e que, no dia 19 de janeiro, voltaria a funcionar. Porém, durante esse período, não vi ninguém trabalhando no local. As portas sempre estão fechadas. É uma pena. A região é muito grande, e a maior parte dos funcionários do comércio almoçava no Popular”, lembra ele, que, agora, tem ido pra casa almoçar ou pagado mais caro pela refeição. “Queríamos entender o que está acontecendo. A prefeitura precisa reabrir esse restaurante”, completou.   Já a vendedora Bárbara Cristina Leite tem se virado como pode nessas últimas semanas. “Tenho trazido marmita de casa ou comprado lanche. Se eu almoçar fora todos os dias, no fim do mês, vou pagar para trabalhar. Uma marmitex de restaurante particular custa, em média, o preço que eu gastava por semana com as refeições no popular”.   Centro No núcleo do centro, onde diariamente filas enormes são formadas, a revolta dos usuários é com a demora para as adequações. Segundo a prefeitura, o local será reaberto à população no próximo dia 19, ou seja, um mês depois de ter sido fechado. “Moro no PTB e, sempre que vinha ao centro, almoçava aqui. Agora, estou tendo que pagar mais caro ou ir para casa. É uma pena”, disse o aposentado Geraldo Silva.   Sem que sabesse da interrupção temporária dos serviços, a dona de casa Adinalva Ferreira Sena, que mora no Vila Cristina, foi embora insatisfeita. “Eu e minha cunhada viemos ao centro resolver algumas coisas e íamos almoçar. Não sabíamos que o restaurante estava fechado”, disse.   Explicação Na segunda-feira (12), quatro dos seis restaurantes populares de Betim fechados no dia 19 de dezembro voltaram a funcionar: Alterosas, Citrolândia, Imbiruçu e Teresópolis. Por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura negou que a unidade do PTB não será reaberta neste ano e disse que ela continua fechada temporariamente para continuidade das adequações.   “Diferentemente das outras unidades, o restaurante do PTB demanda alguns reparos estruturais, com alto custo, e, por isso, a prefeitura está avaliando a viabilidade e o custo-benefício de realizar as intervenções necessárias ou de locar outra edificação que atenda aos requisitos para abrigar a unidade”, justificou a assessoria, ao ressaltar que a unidade voltará a funcionar ainda neste semestre.   Na última semana, a reportagem de O Tempo Betim mostrou que os R$ 1,4 milhão encaminhados pelo governo federal para a construção de restaurante próprio no bairro Jardim Teresópolis se perderam porque os dois últimos prefeitos não apresentaram a documentação comprovando a execução do contrato à Caixa nem a contrapartida de apenas R$ 350 mil exigida pelo convênio com a União. A atual gestão culpa apenas a ex-prefeita MDC.  

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