'Discípulo' de Taffarel e Fábio é a segurança da Caldense

Rodrigo se inspira em ícones do futebol mineiro para fechar o gol da Veterana no Campeonato Mineiro

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Não é preciso ter mais de 1,90 m de altura para se tornar um goleiro reconhecido pelo mundo do futebol. O brasileiro Taffarel, o mexicano Jorge Campos e o colombiano Higuita são provas disso.

Seguindo a trilha destes ícones que o arqueiro da Caldense, Rodrigo, tenta fechar o gol da Veterana e se tornar um dos destaques deste Campeonato Mineiro.

Rodrigo, aliás, se espelha muito no ex-goleiro do Atlético e da seleção brasileira. Curiosamente, ambos possuem a mesma altura, 1,82 m.

“O Taffarel sempre foi uma inspiração para mim. Muito rápido, seguro, orientava bastante. Acho o Taffarel um dos goleiros mais completos da história do Brasil. E fico feliz em vê-lo como treinador de goleiros da seleção. Pra mim, sempre foi uma inspiração”, declarou o goleiro da Caldense.

Mas Rodrigo também se inspira em outros nomes para se transformar numa referência da posição. Dentre eles, aquele que está perto de se tornar o atleta com mais jogos pelo Cruzeiro.

“Em Minas, eu sou fã do Fábio desde que comecei a jogar aqui. Um dos goleiros mais excepcionais com quem já joguei contra. Também já tive o prazer de conversar com o Jefferson, outro cara sensacional, goleiro de seleção, grande pessoa também”, disse.

Confira outros trechos da entrevista de Rodrigo ao SuperFC:

Qual sua expectativa para esta edição do Campeonato Mineiro?

Acho que a Caldense tem tudo para fazer um ótimo campeonato. A equipe foi escolhida a dedo. O treinador buscou informações de cada um, já trabalhou com muitos jogadores do elenco. Então acho que a Caldense tem tudo para chegar a uma semifinal de Campeonato Mineiro.

Quais são as maiores dificuldades?

O campeonato é muito difícil. São 11 rodadas em que não se pode começar mal. Já tive experiências de se começar muito bem e de se começar muito mal. Sei das dificuldades da competição. É um torneio em que a classificação está muito próxima do rebaixamento. A gente precisa ter a consciência disso, ter um início de campeonato bom em casa, começar forte e manter para tentar chegar à semifinal.

O fato de Atlético e Cruzeiro estarem na Libertadores torna o Mineiro como uma vitrine ainda maior?

Acho que a edição deste Campeonato Mineiro tem tudo para ser uma das edições com mais visibilidade dos últimos anos, até porque o Atlético é o atual campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro é o atual campeão do Brasileiro, o Boa Esporte e o América quase subiram (para a Série A do Nacional), o Tupi fez uma Série C excelente, a Tombense subiu para a Série C. Então, são seis clubes de Minas que já têm divisão no Brasileiro. Isso dá uma visibilidade grande ao campeonato e com certeza será muito difícil.

Qual seu maior sonho?

Fazer uma carreira limpa, cheia de expectativa de jogar num time grande. Tenho esse sonho de estar em algum time principal do Brasil e dar alegria à torcida. Já tive a experiência de jogar com 60 mil pessoas num estádio. E isso é maravilhoso para um jogador, ver a torcida gritando seu nome. E ver a felicidade no rosto de cada torcedor, e ele te cumprimentar por ter ajudado o clube a sair com vitória. É o que mais me motiva no futebol.

Ganhar em casa no Mineiro é fundamental. Você acha que a torcida estará presente em bom número?

Todo clube busca 100% de aproveitamento em casa e conseguir pontos fora. A torcida lotando o estádio nos dá um ânimo maior de buscar e a Caldense tem esse minicampeonato à parte. A Caldense faz um campeonato à parte, pois já tem seis clubes em alguma divisão do Brasil, e a Caldense quer estar na série D este ano e chegar à semifinal do Mineiro. Com o estádio cheio, dá mais ânimo para chegar a estes objetivos.

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