França concederá cidadania a malinês 'herói' da tomada de reféns

"Eu não escondi judeus, eu escondi seres humanos", declarou à AFP nesta quinta-feira Lassana Bathily

iG Minas Gerais | AFP |

O funcionário do mercado judaico Lassana Bathily, que é muçulmano, em entrevista à rede BFMTV
Reprodução/RTL Belgique
O funcionário do mercado judaico Lassana Bathily, que é muçulmano, em entrevista à rede BFMTV

A França decidiu conceder a cidadania francesa a Lassana Bathily, empregado muçulmano malinês de um mercado kosher em Paris que ajudou clientes judeus a se esconder em uma câmara fria da loja atacada pelo jihadista Amédy Coulibaly, anunciou o ministro do Interior Bernard Cazeneuve.

Esta naturalização acontecerá na próxima terça-feira, indicou o ministro que elogiou seu "ato de bravura".

Na França, desde 2006, Lassana Bathily, de 24 anos, apresentou em julho 2014 um pedido de cidadania.

"Eu não escondi judeus, eu escondi seres humanos", declarou à AFP nesta quinta-feira Lassana Bathily.

Apesar das mensagens de felicitações de todo o mundo, como "parabéns, você é um herói", e o telefonema do presidente francês François Hollande, o jovem desde a fatídica sexta-feira de 9 de janeiro "não se sente muito bem".

"Estou triste. Um amigo se foi e ele era muito jovem", declarou em referência a Yohan Cohen, de 20 anos, seu colega, um dos quatro homens judeus mortos por Amédy Coulibaly.

Lassana, de rosto emoldurado por uma barba preta, é um muçulmano praticante. Ele trabalha há quatro anos no mercado kosher no leste Paris "com judeus e outros muçulmanos" que foi alvo de Amédy Coulibaly.

O jihadista foi baleado pela polícia, que libertou todos os demais reféns.  

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