Com fome de gols, Damião quer ser o novo "matador celeste"

Camisa 9 quer deixar de lado passagem turbulenta no Santos, e mira vitrine celeste para voltar ao topo

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

BELO HORIZONTE / MINAS GERAIS / BRASIL - (14/01/2015) Cruzeiro apresenta reforços para 2015 na Toca 1 em BH.
© Washington Alves / Cruzeiro / Light Press
Washington Alves/Light Press
BELO HORIZONTE / MINAS GERAIS / BRASIL - (14/01/2015) Cruzeiro apresenta reforços para 2015 na Toca 1 em BH. © Washington Alves / Cruzeiro / Light Press

O mais assediado dos quatro reforços que foram apresentados nessa quarta-feira, na Toca I, o atacante Leandro Damião era só sorrisos. Aos 25 anos, o camisa 9 ganha no Cruzeiro uma oportunidade de recomeçar sua trajetória e deixar no passado um 2014 sem sucesso pelo Santos. O status de estrela parece o mesmo, a julgar pelos flashes e as câmeras que o cercaram assim que a imprensa foi liberada para ter o primeiro contato com os novos contratados. Mas Damião sabe que para manter o apoio da torcida celeste, a palavra gol não poderá faltar em seu vocabulário, e muito menos no seu repertório.

"Com certeza, o jogador quer ter o carinho da torcida. Mas, se não fizer o trabalho, a torcida muda, o futebol é assim. Estou me preparando bastante, tem tudo para dar certo este ano", diz o jogador.

Curiosamente, nas estatísticas de Damião o gráfico de gols foi o que mais apresentou declínio. De um 2011 fervoroso, com 38 tentos marcados, números que o fizeram faturar o prêmio Friedereinch de goleador máximo do futebol nacional, Damião viu sua capacidade ofensiva minguar. No ano seguinte foram 24 gols, e em 2013 apenas 13 em 48 jogos disputados. Mesmo assim, em um mercado onde camisas 9 estão se tornando raridade, ele acertou sua milionária transferência para o Santos no último ano. Uma negociação de R$ 42 milhões, a maior do futebol brasileiro no ano passado. Mas as expectativas em cima do jogador não se confirmaram, e Damião foi preterido pelos comandantes que passaram pela Vila Belmiro. Foram 11 gols em 44 jogos, um 2014 para ser lamentado.

"Não consegui ter uma boa sequência. No ano passado, na pré-temporada, eu já estava lesionado. Não sabia que eu tinha um problema no púbis, mas acabei atuando no Paulistão com esta lesão. Assim que acabou o Paulista, eu tive que ficar fora de várias rodadas do Brasileiro. Fiquei três meses parado, tempo total para a recuperação do púbis, e isto me prejudicou", avalia.

Mas o passado é algo que não assusta mais Damião, que prefere enxergar no presente um futuro recheado por gols, e também títulos.

"É uma vitrine. Minha motivação é fazer muitos gols, eu vim para isso. Espero entrosar o mais rápido possível com os demais companheiros. Temos um grupo qualificado com o Joel, com os outros atacantes. Eu estou tranquilo, quero ajudar, quero buscar meu espaço", finaliza o jogador, que agora herda a camisa 9, e assume, sem medo, o posto de o 'novo matador celeste'. 

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