Ex-central Rodrigão em nova empreitada no vôlei

Um dos atletas mais vitoriosos do voleibol brasileiro vira agente e fala do orgulho de ter servido a seleção

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

O currículo fala por si só. Medalhista de ouro nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, detentor de vários títulos nacionais e internacionais importantes, e com passagem em grandes clubes do Brasil e da Europa, além de um período no Irã em 2014. Um dos maiores jogadores da história do voleibol tupiniquim, o ex-central Rodrigo Santana, mais conhecido como Rodrigão, continua atuando no esporte, mas em outra função.

“Estou com uns projetos, trabalhando com alguns atletas de base, começando nesse ramo de agente, de procurador. Gosto de atuar no vôlei, ensinar aos atletas qual o melhor caminho. Aprendi muito durante esses anos e posso passar essa experiência pra eles”, declarou Rodrigão.

Nunca passou pela cabeça dele investir na carreira de treinador. “Gosto muito da parte tática, gosto de estudar os outros times, mas a parte de treinamento todos os dias eu não estou acostumado. Gosto da parte de estudo. Por ter sido central, você estuda muito o adversário e isso é legal, se aprende muito nesses anos de vôlei. Mas a parte de treino e de correção já é mais difícil. Eu precisaria de alguém bom do meu lado”, disse, em meio a risos.

Com 35 anos de idade, o agora agente continua sendo um apaixonado pelo vôlei. Rodrigão esteve presente na Arena Minas nessa quarta-feira e assistiu um pouco da vitória do Minas Tênis Clube sobre o Vôlei Canoas-RS, por 3 a 1, pela Copa Brasil. “Vim a passeio e acabei vendo um pouquinho do jogo. É gostoso rever os amigos, estou em casa”, afirmou.

Dever cumprido. Campeão olímpico em Atenas, octacampeão da Liga Mundial, bicampeão da Copa do Mundo, dentre outros tantos títulos relevantes, fazem de Rodrigão um dos esportistas mais vitoriosos do voleibol brasileiro.

“Minha missão como atleta foi cumprida. Fiz o máximo que podia em todos os anos. Tive uma carreira feliz por tudo que fiz. Fui me sentindo em casa na seleção. Vesti a camisa da seleção como vestia meu pijama, uma sensação bem gostosa que eu gostava e fiz tudo o que pude”, destacou.