Emprego na indústria acumula queda de 3,1% até novembro, diz IBGE

Produção industrial caiu 0,7% de outubro a novembro; resultado representa uma piora frente ao mês anterior

iG Minas Gerais | Folhapress |

Indústria teve, em 2013, sua menor participação no PIB desde 1950
Wellington Pedro/ Imprensa MG
Indústria teve, em 2013, sua menor participação no PIB desde 1950

O mercado de trabalho na indústria viveu um ano de 2014 quase todo em terreno negativo. Em novembro, o emprego caiu pelo oitavo mês consecutivo, com retração de 0,4% frente ao patamar de outubro, na série livre de influências sazonais, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (15).

Na comparação com novembro de 2013, o emprego industrial mostrou queda de 4,7%. Trata-se do 38º resultado negativo seguido nesse tipo de confronto e também o mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%), quando o país vivia os reflexo da crise global.

Com esses resultados, o total de pessoal ocupado assalariado na indústria caiu 3,1% de janeiro a novembro. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses teve queda de 3% e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013.

Cenário

O emprego sofre com a crise da indústria, que produziu menos em 2014 sob efeito de juros maiores, crédito restrito, empresários e consumidores pessimistas e desaceleração da renda e do emprego. Outros fatores de peso são a maior competição com importados e o desempenho fraco das exportações brasileiras.

Produção

A produção da indústria caiu 0,7% de outubro a novembro. O resultado representa uma piora frente ao mês anterior, quando houve uma leve alta de 0,1%.

A perda de novembro é a mais intensa na comparação mensal desde junho do ano passado, quando o setor registrou recuo de 1,7%. Em relação a novembro de 2013, houve retração de 5,8%. Com o resultado, a produção industrial acumula queda de 3,2% no ano.

Com o ritmo atual, é praticamente certo que o setor industrial fechará o ano com o mais fraco desempenho desde 2009, quando o recuo foi de 7,1%. O acumulado em 12 meses já supera a perda de todo o ano de 2012 (2,3%) e dificilmente o resultado de dezembro irá mudar essa situação.

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