Vinte e dois anos de idade e muitas camisas de clubes

O atacante Morato, do Boa, já defendeu várias equipes em pouco tempo de estrada e espera voltar a defender um grande time

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Vinte e dois anos é tempo suficiente para um jogador de futebol vivenciar várias experiências no futebol. Neste curto período, vários atletas se tornaram campeões de torneios importantes. Outros, tentaram dar a volta por cima, após um início de trajetória conturbado. E há aqueles que ganharam o rótulo de 'cigano' desde cedo. O atacante do Boa Esporte, Morato, se encaixa perfeitamente nesta última categoria.

Ao longo de seus 22 anos de idade, o avante vestiu diversas camisas de clubes. Ele rodou por São Paulo, Rio Grande do Sul, e até Coreia, antes de chegar ao time de Varginha com o objetivo de vingar no esporte.

"Tive meu início de categoria de base no São Paulo, de 2002 a 2005. Aí passei por Desportivo Brasil, Juventus-SP, Internacional, Olé Brasil, Coreia (Gyeongnam), Mogi Mirim, Ferroviária e agora o Boa", afirmou Morato.

Considerado um atacante de velocidade, o jogador vai para seu primeiro Campeonato Mineiro cheio de gana a fim de desempenhar um bom papel e chamar a atenção dos grandes clubes. "É tudo uma escada. Meu objetivo é uma escada. Jogar aqui no Boa, ter sequência, se possível chegar à fase final do Mineiro, tentar beliscar alguma coisa, um vice ou título. Todo mundo pode sonhar. E, passo a passo, chegar a um time grande e continuar. Assim é a vida", disse.

Confira outros trechos da entrevista de Morato ao SuperFC

Qual sua expectativa para este Campeonato Mineiro? O que conhece da competição?

Esse é meu primeiro Campeonato Mineiro, então a expectativa é a melhor possível. O pessoal comenta sobre algumas equipes, mas eu particularmente conheço pouco.

Você espera muitas dificuldades?

É cada um correndo pelo seu, independentemente quem seja.

Como foi a passagem pela Coreia?

Minha passagem lá foi mais um aprendizado. Fui novo, com 18 anos. Joguei pouco, tive um problema de lesão lá. Mas como experiência de vida foi a melhor possível.

E o futebol asiático é muito rápido, certo?

Demais. Lá o futebol é muito rápido. Eles têm uma visão de futebol parecida com a do Campeonato Espanhol e a do Inglês, de muita força e mais velocidade.

O que você vivenciou e aprendeu lá pode ser um diferencial para o Mineiro?

O que aprendi na carreira inteira pode. A gente vai amadurecendo e levando pra vida.

Bate uma saudade grande dos familiares?

Normal, mas se acostuma. Graças a Deus, existem meios de comunicação pra matar a saudade da família.

O você espera ao enfrentar Cruzeiro e Atlético neste Mineiro?

É o ápice do campeonato. Todo mundo trabalha hoje pra enfrentar os dois, principalmente.

Se ficar frente a frente com Victor ou Fábio não pode desperdiçar a chance, certo?

Tem que guardar (risos).

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