Desafio para base de governo é atrair os independentes

Aliados diretos somam 35, e quórum para PECs é de 39 nomes

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Conversas. Paulo Guedes garante que partidos pequenos estão sendo procurados para compor a base
Sarah Torres/almg - 9.10.2014
Conversas. Paulo Guedes garante que partidos pequenos estão sendo procurados para compor a base

O governador Fernando Pimentel (PT) conta, hoje, com cerca de 35 nomes de confiança para compor sua base na Assembleia. O grupo pode chegar a 45 parlamentares, de acordo com algumas lideranças, margem considerada apertada por Pimentel. Para se aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), por exemplo, são necessários 39 votos.

Para ampliar a bancada governista, o grupo de Pimentel precisa conquistar os partidos autodenominados independentes, que podem fazer diferença em uma votação mais apertada. De modo geral, essas legendas são próximas do grupo do senador Aécio Neves (PSDB) e dizem não ter sido procuradas neste ano pelo novo governo.

O PDT, que ocupou a Secretaria de Trabalho e Emprego nos últimos anos, elegeu quatro nomes e será, a partir do mês que vem, a quarta maior bancada na Assembleia.

“Ajudamos nos últimos 12 anos. Consideramos que foram bons governos e não vamos aceitar críticas. No fim do ano passado, o presidente do PDT (Carlos Lupi) pediu para alinharmos com o PT, mas tivemos problemas com a imposição da liderança de governo nas últimas sessões do ano passado”, relata o deputado Alencar da Silveira Jr., que diz que a legenda não foi procurada para conversar sobre a composição do segundo escalão.

O presidente estadual do PTN, vereador Wellington Magalhães, irmão da deputada eleita Arlete, afirma que, até o momento, só foi procurado pela oposição, que, inclusive, ajudou em sua eleição para a presidência da Câmara. “O PTN não vai ser usado nem pelo governo, nem para se juntar a um blocão”, afirma.

Com a bancada aumentada de um para três parlamentares, o PTdoB é outro alvo do PT. Deputado reeleito, Bosco negocia para compor uma espécie de “terceiro bloco”. “Nem de situação, nem de oposição”, garante.

Apesar das posturas iniciais de resistência, o petista Paulo Guedes está confiante em um apoio de 50 a 55 dos 77 parlamentares. “Isso está bem encaminhado, estamos conversando com partidos pequenos”, afirma.

Apoio

Base. Até o momento, o PT conta com apoio “fiel” do PMDB, PCdoB, PROS e PRB, que, juntos, reúnem 26 deputados. Além disso, os petistas dão como certa a adesão do PV (4), do PR (3) e de parte do PSD.

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