EUA anunciam medidas para reduzir emissões de metano em até 45%

O objetivo traçado pela administração norte-americana é reduzir as emissões de metano, entre 40% e 45% até 2025, em relação aos índices de 2012

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

AGÊNCIA FRANCE-PRESSE
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A Casa Branca anunciou hoje (14), no âmbito da luta contra as alterações climáticas, um conjunto de medidas que visam a reduzir as emissões de metano, que representam perto de 10% dos gases de efeito estufa emitidos pelos Estados Unidos. O objetivo traçado pela administração norte-americana é reduzir as emissões de metano, ligadas à exploração e à distribuição de gás e de petróleo, entre 40% e 45% até 2025, em relação aos índices de 2012.

Com base em medidas já em vigor em vários estados, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) vai introduzir regulamentações específicas para novas instalações petrolíferas e de gás, mas também para as estruturas que sejam alvo de alterações. A agência vai apresentar as propostas no verão deste ano, e as regulamentações definitivas devem entrar em vigor no ano que vem.

O presidente norte-americano, Barack Obama, também deve propor, ainda este ano, regras mais restritivas, que garantam a segurança dos gasodutos, o que deverá contribuir para a redução das emissões de metano. Destacando que a produção de petróleo nos Estados Unidos está no nível mais alto em quase 30 anos, e que o país é atualmente o maior produtor mundial de gás natural, a Casa Branca ressaltou a necessidade de serem tomadas medidas necessárias para limitar as emissões de metano - poderoso gás de efeito estufa.

Segundo a administração norte-americana, as emissões de metano, associadas à exploração de gás e de petróleo nos Estados Unidos, desceram 16% desde 1990, mas podem aumentar mais de 25% até 2025, caso não existam esforços adicionais.

As questões ambientais são uma área particularmente sensível no meio político dos Estados Unidos. Os republicanos, que controlam o Congresso norte-americano, após as eleições parlamentares de novembro, se opõem a qualquer nova lei. Alguns republicanos contestam a veracidade das alterações climáticas, enquanto outros rejeitam a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global do planeta.

Em dezembro deste ano acontecerá, em Paris, uma cúpula do clima, na qual a comunidade internacional deverá assumir compromissos concretos de redução de emissões de gases de efeito estufa, em novo acordo sobre combate às alterações climáticas para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997.

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