Ex-rei da Espanha será investigado após alegação de paternidade

Quando era rei, Juan Carlos estava imune a investigações criminais mas perdeu esse privilégio ao abdicar em favor de seu filho Felipe em junho de 2014

iG Minas Gerais | Folhapress |

Victor R. Caivano/ap - arquivo
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O ex-rei da Espanha Juan Carlos, 77, é alvo de investigação judicial após uma alegação de paternidade.

A Suprema Corte espanhola anunciou nesta quarta-feira (14) que vai investigar o antigo monarca por conta de uma alegação feita por uma mulher belga.

Ingrid Sariau afirma que sua mãe manteve uma relação com Juan Carlos durante os anos 60, quando era príncipe. Ela diz que a relação durou até 1966, ano em que ela nasceu. Juan Carlos casou-se em 1962 com a ex-rainha Sofia.

De acordo com um porta-voz da corte, a justiça pode ordenar que Juan Carlos se submeta a um teste de paternidade caso a alegação possua evidências.

Uma segunda alegação de paternidade foi descartada por não apresentar fundamentos legais, acrescentou o porta-voz.

O palácio real não se pronunciou sobre o assunto, dizendo apenas que respeitará a independência do poder judiciário.

O anúncio se segue à confirmação de que a filha de Juan Carlos, princesa Cristina,será julgada por acusações de fraudes fiscais.

Quando era rei, Juan Carlos estava imune a investigações criminais mas perdeu esse privilégio ao abdicar em favor de seu filho Felipe em junho de 2014.

A renúncia ocorreu durante um período de instabilidade econômica no país e em meio a escândalos envolvendo membros da família real.

A reputação de Juan Carlos foi afetada após uma viagem de caça a elefantes em Botswana em 2012, no auge da crise econômica na Espanha. Posteriormente, o monarca pediu desculpas pela viagem.

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