Ofertas delirantes e cópias ilegais da Charlie Hebdo na internet

A revista fez grande sucesso nesta quarta-feira na plataforma de vendas online eBay, apesar de uma tiragem adicional ter sido anunciada, elevando a cinco milhões o número de exemplares vendidos em bancas de jornal a um preço de três euros

iG Minas Gerais | AFP |

A handout document released on January 12, 2015 in Paris by French newspaper Charlie Hebdo shows the frontpage of the upcoming
AFP
A handout document released on January 12, 2015 in Paris by French newspaper Charlie Hebdo shows the frontpage of the upcoming "survivors" edition of the French satirical weekly with a cartoon of the Prophet Mohammed holding up a "Je suis Charlie" ('I am Charlie') sign under the words: "Tout est pardonne" ('All is forgiven'). The frontpage was released to media ahead of the newspaper's publication on January 14, 2015, its first issue since an attack on the weekly's Paris offices last week left 12 people dead, including several cartoonists. It also shows Mohammed with a tear in his eye. AFP PHOTO / HO /CHARLIE HEBDO = RESTRICTED TO EDITORIAL USE -- MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / HO/CHARLIE HEBDO- NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS -- DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

Centenas de exemplares da última edição do jornal Charlie Hebdo, que rapidamente se esgotou na França, estão sendo vendidos nesta quarta-feira a preços delirantes na internet, o que despertou a ira dos partidários do semanário satírico, vítima de um ataque jihadista na semana passada.

A revista fez grande sucesso nesta quarta-feira na plataforma de vendas online eBay, apesar de uma tiragem adicional ter sido anunciada, elevando a cinco milhões o número de exemplares vendidos em bancas de jornal a um preço de três euros.

As ofertas mais desmedidas propõem preços que vão desde várias centenas de euros a dezenas de milhares de euros para a "compra imediata" de "uma revista nova (...) em perfeitas condições".

Cópias digitais piratas deste número, produzido pelos sobreviventes do ataque que dizimou a redação da revista no dia 7 de janeiro, circulavam em vários sites de download ilegais, verificou a AFP.

Leilões por edições anteriores da Charlie Hebdo também dispararam na semana passada no eBay, logo após o ataque.

"O que acontece no eBay (...) é absolutamente indecente", denunciou à AFP Christophe Deloire, secretário-geral da organização Repórteres Sem Fronteiras.

O eBay anunciou que iria retirar "as revistas digitalizadas e oferecidas em formato PDF do site", dizendo que devolveria "integralmente a Charlie Hebdo quaisquer taxas cobradas pelas vendas de produtos (com os slogans) 'Charlie Hebdo' e 'Je suis Charlie".

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave