Operação ´Círculo de Fogo´ tem 9 presos e 20kg de drogas apreendidos

A ação terminou com um tiroteio na última segunda-feira, no qual saíram mortos três suspeitos; eles costumavam andar fortemente armados e causavam medo a população

iG Minas Gerais | BÁRBARA FERREIRA/ JULIANA BAETA |

Os primeiros resultados da operação “Círculo de Fogo” foram apresentados na manhã desta quarta-feira (14) na Divisão de Operações Especiais (Deosp) da Polícia Civil. Ao todo, foram presos oito homens entre 22 e 37 anos e uma mulher de  40. A filha dela de 14 anos, e o namorado da menina, de 17, também foram apreendidos. Cerca de 20 quilos de cocaína e crack foram apreendidos além de armas de grosso calibre.

Segundo informações do delegado Thiago Machado, as investigações começaram em outubro passado, como combate a uma organização criminosa. A apuração começou na Vila Itaipu, no Barreiro, onde o grupo atuava. A polícia chegou ao nome de um dos líderes da quadrilha, e descobriu que ele atuava também no bairro Tupi, na região Norte da capital, não só com tráfico de drogas, mas com roubos também.

Foi após isso que os investigadores descobriram que havia uma segunda quadrilha, atuante no Tupi. No dia 6 de janeiro os policiais identificaram um dos integrantes da quadrilha com uma Glock de 9 mm, arma de uso restrito, e três carregadores, sendo um deles capacitado para 50 munições. Este carregador específico, quando acoplado a arma, aumenta o seu potencial ofensivo por torná-la automática. O homem foi o primeiro preso da quadrilha.

Depois disso, uma diligência foi realizada em um sítio em Sete Lagoas, no dia 10 de janeiro, que seria dos líderes da quadrilha. O local era usado para o armazenamento e o preparo das drogas. Lá a polícia apreendeu os cerca de 20 quilos de cocaína e crack, além de 10 sacos com pinos de cocaínas já embalados para venda, cinco armas de fogo e munição.

Ainda no sítio a polícia prendeu outros seis integrantes da quadrilha, além de apreender sete veículos, entre eles carros de luxo como uma BMW. Os carros não eram roubados, mas estavam com a documentação irregular. Eles seriam comprador usando o nome de terceiros como uma forma de lavar o dinheiro das drogas, segundo o delegado.

No mesmo dia, outro mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de uma mulher que seria a gerente do tráfico na Vila Itaipu. Ela foi presa junto com o namorado, que seria o motorista da quadrilha. A filha da mulher, de 14 anos, e o namorado da menina, de 17, que seria uma espécie de “aviãozinho” do bando também foram apreendidos.

O tiroteio

A troca de tiros aconteceu na última intervenção da polícia, na última segunda-feira (12), no bairro Tupi. O líder da quadrilha, que foi o ponto de partida das investigações, estava no local na companhia de outros integrantes do grupo. Eles costumavam impor medo a população e andavam fortemente armados.

O líder da quadrilha foi identificado em um Palio vermelho, mas quando o suspeito percebeu a presença da polícia, tentou fugir. Durante o bloqueio das viaturas, os suspeitos atiraram em um dos carros da Polícia Civil. Houve troca de tiros, na qual três suspeitos foram mortos, entre eles, o líder do grupo. Uma pessoa ficou ferido.

Além disso, mais armas foram apreendidas, sendo dois revólveres calibre 38, uma munição de fuzil 762, e uma pistola de 9mm que estava na mão do líder da quadrilha, morto pelos policiais. No Palio vermelho também foram encontradas camisas com inscrições da Polícia Civil e dos Correios, que seria usadas para cometer futuros roubos, sendo o delegado Thiago Machado.

Todos os suspeitos têm passagem pela polícia e ainda segundo o delegado, eram pessoas extremamente violentas e podem ter participado de diversos homicídios.

Para identificar esses outros crimes e outros possíveis integrantes da quadrilha, as investigações continuam e o grupo pode responder por outros crimes, mas já foi indiciado por tráfico de drogas. Ainda de acordo com Machado, mesmo que hajam outros suspeitos, a base principal da quadrilha foi desarticulada.

O chefe do Deoesp Ramon Sandoli disse que entendeu que a operação foi feita da melhor forma possível e que os policiais atiraram no intuito de se defender e defender a população do bairro. Ainda segundo ele, não houve excessos na ação da polícia. 

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