Edição do 'Charlie Hebdo' está esgotada em toda a França

Preparado pelos sobreviventes do ataque terrorista, jornal francês passou de 3 milhões de exemplares e está disponível em mais de 20 países

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

A handout document released on January 12, 2015 in Paris by French newspaper Charlie Hebdo shows the frontpage of the upcoming
AFP
A handout document released on January 12, 2015 in Paris by French newspaper Charlie Hebdo shows the frontpage of the upcoming "survivors" edition of the French satirical weekly with a cartoon of the Prophet Mohammed holding up a "Je suis Charlie" ('I am Charlie') sign under the words: "Tout est pardonne" ('All is forgiven'). The frontpage was released to media ahead of the newspaper's publication on January 14, 2015, its first issue since an attack on the weekly's Paris offices last week left 12 people dead, including several cartoonists. It also shows Mohammed with a tear in his eye. AFP PHOTO / HO /CHARLIE HEBDO = RESTRICTED TO EDITORIAL USE -- MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / HO/CHARLIE HEBDO- NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS -- DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

A edição desta quarta-feira (14) do jornal satírico francês 'Charlie Hebdo' está esgotada em toda França. Com tiragem que passa dos 3 milhões de exemplares, o jornal foi distribuído para mais de 20 países, com versões em cinco línguas, incluindo o árabe e o turco.

A edição está disponível em inglês, espanhol e árabe, na versão digital, e em italiano e turco, na versão em papel.

O aumento da tiragem deve-se ao fato de a distribuidora MLP (Messageries Lyonnaises de Presse) ter recebido grandes encomendas, não só da França mas também de outros países, depois do atentado de quarta-feira passada (7) à redação do jornal.

As edições anteriores do 'Charlie Hebdo' tinham tiragem de 60 mil exemplares, metade dos quais era vendida em bancas.

A edição desta quarta, preparada pelos sobreviventes do ataque terrorista, traz na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando um papel com a frase "Je suis Charlie", e o título "Tudo está perdoado". A frase "Je suis Charlie" foi utilizada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão.

Os escritórios do semanário no centro de Paris foram atacados na quarta-feira (7) pelos irmãos Said e Cherif Kouachi, dois jihadistas franceses, que mataram 12 pessoas, como vingança contra a publicação de cartuns de Maomé.

Os dois irmãos foram mortos pela polícia dois dias depois, nos arredores da capital francesa.

Os autores do ataque disseram ter “vingado o profeta” Maomé, que teve caricaturas publicadas no jornal em diversas ocasiões.

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