Relatório traz situação real das contas

No governo federal, esses restos ficam fora dos cálculos de endividamento, diferente de municípios, que são obrigados a contabilizar

iG Minas Gerais |

Brasília. Economistas de bancos e consultorias afirmaram que o relatório do TCU, ao comprovar as principais manobras contábeis feitas pelo Ministério da Fazenda em 2013 e 2014, “joga luzes sobre as contas públicas”, permitindo uma compreensão melhor dos agentes sobre os números oficiais.

Segundo o especialista em contas públicas José Roberto Afonso, as informações do relatório final do TCU reforçam a necessidade de o governo alterar sua forma de contabilização da dívida pública. De acordo com Afonso, o governo deve adotar o chamado “regime de competência”, que inclui na dívida pública o saldo de “restos a pagar”. Esse é o nome dado às despesas autorizadas, mas não liquidadas em um ano – elas ficam como “restos a pagar” do ano seguinte.

No governo federal, esses restos ficam fora dos cálculos de endividamento, diferente de municípios, que são obrigados a contabilizar. “Essa medida não vai evitar toda criatividade (contábil), mas ao menos aquelas de quinta categoria. Depois, culpam o Arno (Augustin) pelas pedaladas. Basta tirar a bicicleta das mãos do Tesouro”, afirmou Afonso.

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