Passando o ano a limpo

iG Minas Gerais |

Fiat/Divulgação
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Em nosso primeiro encontro de 2015, vamos abrir nosso bate-papo semanal mostrando como fechou o mercado nacional no ano que passou. Como já era esperado pelos números que vinham se apresentando, mês após mês durante o período, depois de mais de uma década em franco crescimento, experimentamos uma retração da ordem de 7,1%. Dessa forma, o desempenho do setor automotivo em 2014, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas e rodoviárias, encerrou com vendas de 3,5 milhões de unidades no ano, frente às 3,77 milhões em 2013. Entre as muitas razões que explicam o balanço final, há os feriados, advindos de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as campanhas eleitorais, sem falar da restrição de crédito e até mesmo a desconfiança do potencial comprador com os resultados das urnas. Os dados foram divulgados no fim da semana passada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que, no mesmo documento, fez uma projeção conservadora do panorama para este ano que se inicia. Segundo as previsões da entidade para 2015, produção, licenciamento e exportação de veículos apontam estabilidade nos emplacamentos com relação a 2014, pequena elevação nas exportações e, consequentemente, ligeira alta na produção. Mas não se arriscaram a citar números. Contudo, o ano passado foi emblemático para duas grandes montadoras: Fiat e Volkswagen. Elas disputaram palmo a palmo as vendas de seus líderes de mercado, Palio e Gol. Diferença mínima, traduzida em poucas unidades, mostrava o quão acirrada foi a disputa o tempo todo. Mesmo utilizando de táticas mercadológicas, como promoções e lançamento de versões especiais, o veterano Gol, já em sua sexta geração, acabou perdendo para o Fiat Palio uma hegemonia de 27 anos. O compacto da VW fechou dezembro com 24.150 unidades vendidas, 1.192 carros a mais que o rival da Fiat (22.958). Mesmo assim, o Palio encerrou 2014 como o líder do ranking: foram 183.741 unidades emplacadas, apenas 385 carros a mais que o Gol. Uma diferença muito pequena dentro do tamanho desse universo. O terceiro lugar ficou com o Onix, da Chevrolet, que apurou, ao fim da temporada vendas, de 150.829 unidades. Ainda que pese a importância desse resultado, é bom ressaltar que são contabilizados separadamente a comercialização entre automóveis e comerciais leves. Não fosse esse dado, a Fiat emplacaria dois entre os três primeiros, já que a picape Strada contabilizou 153.130 unidades vendidas. Na sequência dos dez mais vendidos no ano passado, temos, em quarto lugar, o Uno, que foi atualizado com a adoção do sistema Star&Stop e o câmbio Dualogic acionado por botões no console. A quinta colocação ficou com o Hyundai HB20, entre as versões sedã e hatch, com quase 120 mil veículos emplacados. Definitivamente não foi um ano para ser lembrado pela VW, que viu seu modelo mais vendido ser ultrapassado pelo Palio e acabou perdendo também a segunda posição geral no mercado, lugar que estava consolidado desde que a Fiat a ultrapassou nas vendas, há 12 anos. No total, a marca alemã emplacou 576.596 unidades (na soma de automóveis e comerciais leves) contra 578.752 da Chevrolet. Para terminar, mais do que uma curiosidade: a cor branca foi a preferida entre os compradores de automóveis zero-quilômetro. Vamos em frente!

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