Grandes negociações antecedem períodos vitoriosos no Cruzeiro

Com dinheiro em caixa após a transferência de Goulart ao futebol chinês por R$ 48 milhões, o torcedor cruzeirense vive a expectativa de reeditar o passado de sucesso

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Ricardo Goulart vai à Toca e se despede de seus ex-companheiros
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Ricardo Goulart vai à Toca e se despede de seus ex-companheiros

Quando Gilvan de Pinho Tavares anunciou a saída de Montillo do Cruzeiro em 2013, um clima de incertezas tomou conta da Toca da Raposa. A chegada de Marcelo Oliveira, técnico com um histórico ligado ao rival Atlético, era um prato cheio para as críticas, mas os pouco mais de seis milhões de euros obtidos pela Raposa na transferência do argentino, além do retorno do volante Henrique foram o ponto de partida para uma revolução na Raposa, que após dois anos comemoraria o bicampeonato brasileiro, além de um título mineiro e classificações seguidas à Libertadores da América.

Agora, a Raposa vive uma situação semelhante. Com dinheiro em caixa após a transferência de Goulart ao futebol chinês por 15 milhões de euros (aproximadamente R$ 48 milhões), o torcedor cruzeirense vive a expectativa de reeditar o passado, e sonhar com a mesma história de sucesso que tende a rondar a equipe toda vez que uma grande negociação é acertada na Toca.

Além do exemplo de 2013, outros "cases" alimentam a fé da China Azul. Caso por exemplo de 1999, ano em que a diretoria se desfez dos atacantes Alex Alves, vendido ao Hertha Berlim-ALE por US$ 7 milhões, e Fábio Júnior, negociado com a Roma por US$ 15 milhões. Na temporada seguinte, a Raposa foi tricampeã da Copa do Brasil.

Em 2001 foi a vez de Geovanni, autor do gol do título da Copa do Brasil, dar adeus à Toca em uma transferência recorde à época. O Barcelona desembolsou nada menos que US$ 18 milhões (cerca de R$ 44 milhões) para contar com o jogador. Um ano e meio depois, a torcida celeste comemorava a Tríplice Coroa.

Com a experiência de quem já viveu algumas destas transições de plantel, o capitão Fábio avalia a saída e chegada de jogadores como corriqueira e saudável para a montagem de uma equipe vencedora. O que não pode faltar é motivação para seguir vencendo, ainda mais após dois anos no topo.

"Alguns jogadores têm que buscar um novo espaço para se motivarem, ainda mais depois de dois anos. Alguns saíram, estão com as portas abertas para retornarem quando for possível. Estamos acostumados com essa troca de clubes, a diretoria e comissão técnica também. Temos que continuar a fazer um grupo forte para conseguirmos mais conquistas em 2015", analisa o capitão Fábio, que aproveita para tranquilizar o torcedor.

"Mesmo saindo jogadores importantes, chegaram jogadores importantes também, para que a gente possa permanecer com a equipe forte. No papel, as coisas estão equilibradas, isso agora tem que ser colocado em prática no dia a dia. Às vezes as coisa não fluem dentro de campo, mas prezamos pelo dia a dia e por cada jogador que terá a oportunidade de mostrar seu melhor dentro do Cruzeiro", finaliza.