Marrocos destrói uma célula vinculada ao grupo EI perto de Ceuta

Essas três pessoas, cujas identidades não foram confirmadas, foram detidas em Catillejos durante uma operação do ministério do Interior, que não indicou a data da prisão

iG Minas Gerais | AFP |

A polícia marroquina destruiu uma "célula terrorista", composta por três membros que juraram lealdade à organização Estado Islâmico (EI), no norte do Marrocos, perto do enclave espanhol de Ceuta, anunciaram nesta terça-feia (13) as autoridades locais.

Essas três pessoas, cujas identidades não foram confirmadas, foram detidas em Catillejos durante uma operação do ministério do Interior, que não indicou a data da prisão.

Segundo a mesma fonte, os membros desta célula haviam "jurado lealdade ao chefe do grupo EI", Abu Bakr al Bagdadi, e um deles "havia recrutado e enviado seu irmão" para lutar nas linhas dos jihadistas na Síria e no Iraque, "onde morreu no final de 2014".

Esse pequeno grupo mantinha "vínculos estreitos" com outra célula destruída no último agosto no norte do Marrocos e em Fez (centro), completa o texto.

Rabat reforçou suas medidas de segurança durante o segundo semestre de 2014, após ter comprovado "uma ameaça terrorista séria", e acelerou a destruição de células jihadistas.

Em meados de dezembro, sete pessoas foram presas na Espanha e no Marrocos durante uma investigação sobre o recrutamento de mulheres para serem enviadas à Síria e ao Iraque.

Entre 1.500 e 2.000 marroquinos se uniram recentemente às linhas de grupos como o EI, segundo dados oficiais, e as autoridade de Rabat temem que voltem ao reino para cometer ataques.

O Marrocos modificou sua legislação antiterrorista em setembro e, desde então, foram impostas 30 condenações, a maioria entre dois e cinco anos de prisão.