Pais tementes a Deus, filhos abençoados

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No livro de Neemias, capítulo 4, versículo 14, há uma ordem: “[…] inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”. Então, note que, para nós, pais, há uma ordem a ser cumprida, devemos pelejar pelos nossos filhos, não entregá-los à sorte, não devemos nos render, temos que batalhar por eles. Os pais precisam ser guerreiros e conhecedores dos filhos que têm. Devem saber que cada filho é diferente do outro, não existem filhos iguais, mesmo que sejam gêmeos. Eles podem ser idênticos do lado de fora, mas diferentes por dentro, logo, cada filho precisa de cuidado e atenção, individualmente. As coisas não acontecem espontaneamente, há um momento quando o pai tem que estar em uma trincheira e pelejar pelos filhos, pelas filhas, pelos irmãos e pela casa dele. Os filhos não nascem obedientes, eles são ensinados a obedecer. Eles não nascem prontos. O filho pode nascer perfeito, mas ensiná-lo no caminho, educá-lo, é a questão. Já para os filhos, a Palavra diz de uma forma bem objetiva: “Filhos, em tudo obedecei a vossos pais” (Cl 3.20). É um mandamento. É fato que muitas pessoas desobedecem, desprezam aos mandamentos, mas guardá-los é dever de todo crente. E feliz é aquele que os guarda. Deus abençoa os filhos de pais obedientes e tementes a Deus. Somos um espelho para os nossos filhos. Um espelho de coisas boas e também ruins. Mas há aqueles espelhos que não refletem nada por causa da sujeira. Em Deuteronômio, capítulo 12, verso 28, a Palavra diz assim: “Guarda e cumpre todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e a teus filhos, depois de ti, para sempre, quando fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor, teu Deus”. Todas as nossas ações provocam uma reação, é uma lei natural. Em nossa vida sempre deixaremos marcas, positivas e negativas, é como um histórico. O que o Senhor diz nesse texto não é algo automático, mas que precisamos fazer: “Guarda e cumpre todas estas palavras”. O que ouvimos é para guardarmos e cumprirmos. Há pessoas que guardam a Palavra, têm até textos decorados, mas não a cumprem. Há uma diferença entre guardar e cumprir. Quando guardamos é como se fizéssemos um armazenamento, mas precisamos transformar o que guardamos em coisas práticas do dia a dia. “Guarda e cumpre todas estas palavras que te ordeno”. É uma ordem; Deus não traz sugestões para a família, para os pais, mas uma ordem. Diante de uma ordem podemos ou não obedecer, e achar que não há ninguém observando ou que não tem importância. A questão não é se tem ou não alguém observando, mas obedecer para receber o que o Senhor nos promete: “[…] para que bem te suceda a ti e a teus filhos, depois de ti, para sempre, quando fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor, teu Deus”. Temer a Deus não é ter medo de Deus, mas ter Deus como o primeiro em sua vida. O temor do Senhor é um princípio para tudo na vida, é o princípio da sabedoria. Quando criamos nossos filhos no temor do Senhor, eles O terão realmente como Senhor. “[…] para que seus filhos que não a souberem ouçam e aprendam a temer o Senhor, vosso Deus”. Nossos filhos não nasceram prontos, nós é que temos que ensiná-los, e ninguém ensina melhor do que o pai, pois não ensinará apenas com as palavras, mas com a vida, sendo um espelho. É importante ressaltar que para a maioria das crianças os pais são vistos como heróis. Por isso, ser pai é um privilégio que requer também muitas responsabilidades. Que o Senhor capacite cada um de nós a ser um pai e uma mãe guiados pelo Espírito Santo para ensinar os filhos o caminho em que devem andar. Deus abençoe!

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