Refém narra detalhes de ataque em mercado

No total, quatro judeus foram mortos ao longo do sequestro. O agressor foi morto durante a ação das forças de ordem, por volta das 16h

iG Minas Gerais |

Paris. “Uma pessoa quis fugir e levou um tiro nas costas”, contou Sophie, uma das reféns de Amedy Coulibaly, ao descrever nesta segunda, a uma rádio francesa, as quatro horas de terror que viveu no mercado judeu de Paris, atacado há quatro dias pelo jihadista. “Quando cheguei na entrada do mercado, dei de cara com o cadáver de uma pessoa sentada e cabisbaixa. Parecia que eu estava num filme”, descreveu a refém, que chegou ao mercado por volta das 12h (horário francês).  

No total, quatro judeus foram mortos ao longo do sequestro. O agressor foi morto durante a ação das forças de ordem, por volta das 16h.

“No tempo que eu levei para entender o que estava acontecendo, levantei a cabeça e vi o terrorista, que me disse: ‘Entra logo!’. Ele estava armado até os dentes. Não pude sair, eu estava logo na entrada, mas tive que entrar”, explicou Sophie.

Outro refém tentou atacar o jihadista. “Coulibaly largou uma das armas automáticas. Um jovem que estava perto pegou a metralhadora e tentou atirar nele”, mas o sequestrador “foi mais rápido e acertou um tiro na garganta do jovem, que caiu na hora”, descreveu Sophie, com a voz trêmula.

Em seguida, Sophie foi escolhida por Coulibaly para buscar os clientes refugiados no subsolo, dentro do frigorífico onde tinham sido escondidos por um funcionário do mercado, um muçulmano praticante, Lassana Bathily.

Sophie lembra bem do momento em que a polícia invadiu o mercado. “Houve uma explosão. Todo mundo começou a correr, tentando se esconder em algum lugar. (...) Aos poucos, a porta da loja foi subindo. Foi aí que eu pensei: ‘É agora, temos que sair daqui’”, relembrou.

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