Em áudio, mulher que matou as filhas em motel fala que foi ameaçada

Mulher se despediu por meio da gravação, agradeceu algumas pessoas e disse que odeia sua família e também era odiada por eles

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Após matar as filhas e antes de acabar com a própria vida, a Ana Flávia Marques Teixeira gravou um áudio onde fala dos motivos que fizeram com que ela tomasse essa atitude. “Gente, não tenha dúvida de que eu amo minhas filhas. Meu ex-marido acabou com a minha vida. A família dele acabou com a minha vida", explicou. Além disso, ela afirmou que estava sob ameaças. "Eu recebia ameaças o tempo inteiro, que eles iriam colocar as minhas filhas contra mim. Ele (ex-marido) não me ajudou em nada na gravidez, negou a paternidade até o último momento. O juiz é amigo da família da minha mãe, e minha mãe me odeia, meus irmãos me odeiam, minha família me odeia, o juiz... eu tenho certeza que o juiz ajudou ele a mando de alguém, principalmente, minha tia *****, que é advogada, tem muita influência com esse juiz, eu tenho certeza que tem ajuda dela nessa história"

Ana Flávia falou ainda que tentou registrar a filha mais nova para que ela pudesse ter um plano de  saúde e que a Justiça não havia dado isso à menina. "Aos últimos 15 dias de dezembro, o juiz deu para **** (pai), além de ter dado a guarda para ***** (pai)  de uma filha que ele negou o tempo inteiro, o juiz providenciou imediatamente o registro da menina, o plano de saúde e passou a guarda para ele. O que eu não consegui em um ano, o ***** (pai) conseguiu em 15 dias, tirar a única motivação que eu tinha para  viver que são minhas filhas e ainda entra com o pedido de guarda delas, só pra me ver sofrer, só para ter o prazer de me ver sofrer", contou.

No fim do áudio, ela desabafa sobre a sua delicada relação familiar. "A minha família me odeia, as pessoas me odeiam, eu não sou nada, sempre me disseram que eu sou um lixo, que eu não presto. Me perdoem todo mundo. Infelizmente hoje acabou, acabou tudo".

Afirmando ter sido injustiçada, Ana Flávia disse que aguentou enquanto pode. "Só tenho pra falar para vocês que não existe justiça na terra. Não existe justiça, fui acusada de um monte de coisas que eu não fiz. As pessoas, as assistentes sociais do fórum, me acusaram de coisas que eu não fiz, elas foram imparciais o tempo todo para favorecer ***** (pai) e a família dele. Eu odeio a minha mãe com todas as forças. Eu tô indo, mas eu quero que vocês saibam, eu odeio a minha mãe, eu odeio a minha irmã, odeio a minha família, que me largou nos momentos em que eu mais precisei”. 

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